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domingo, 3 de janeiro de 2010

Falta de respeito com o consumidor‏



A TAM definitivamente perdeu o respeito pelo consumidor. Quem tentava embarcar ontem de Fortaleza para Brasília, teve de enfrentar não apenas a desorganização da empresa, como a má vontade dos funcionários em tentar amenizar o problema. 

Alguns, aliás, recorriam ao cinismo com os passageiros, que pagaram pelo serviço mas não conseguiam embarcar. E diziam sem qualquer constrangimento que a TAM pratica, sim, ovebooking, algo considerado pela Anac (Agência Nacional de Avião Civil) irregular. 

E mais: debochavam dos passageiros afirmando que quem estivesse insatisfeito, que procurasse o Procom para defender seus direitos.

A média de atrasos nos vôos da TAM ontem, em todo o País, era de pelo menos uma hora e meia. Em alguns aeroportos mais movimentados, a espera pelo embarque poderia ultrapassar as três horas. 

O estranho é que as demais companhias, que também enfrentavam problemas de organização, se esforçavam para agilizar o embarque dos passageiros. 

No balcão da TAM o que se via era má vontade e descompromisso com o bem-estar de que pagou por um assento na companhia que incrivelmente oferece a tarifa mais cara do mercado.


Fonte: Blog 12 Horas Aéreas.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Dicas para as férias #07


 Procon orienta como proceder em casos de Overbooking


Com a chegada do final do ano, muitas famílias costumam viajar. Exatamente neste período, as empresas aéreas aproveitam para vender passagens acima do limite. Saiba agora como proceder em caso de overbooking.

Nos últimos dias, o movimento nos aeroportos tem sido grande. São famílias que costumam viajar nas férias ou comemorar as festas de fim de ano fora do Estado. Mas uma desagradável notícia na hora do embarque pode acabar com a alegria da viagem.


O overbooking, praticado por quase todas as companhias aéreas, ocorre quando a empresa vende mais bilhetes que o disponível no voo. Quando o passageiro é impedido de embarcar, o Serviço de Proteção ao Consumidor (Procon) alerta para os seguintes procedimentos.

De acordo com o diretor do Procon/AM, Guilherme Frederico, o passageiro vítima de overbooking tem direito de ser realocado em outro voo, mesmo que não seja da mesma empresa. Além disso, todas as despesas feitas por conta da espera no aeroporto devem ser pagas pela empresa e o passageiro deve, ainda, registrar a situação em um posto da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), disponível em todos os aeroportos.

Caso não haja acordo entre a companhia aérea e o passageiro, o consumidor que se sentir prejudicado, além de reclamar oficialmente à Anac, pode recorrer na Justiça os danos morais e materiais. (RC)


Fonte: Portal da Amazônia.
Photo by: instalaches.com

domingo, 20 de dezembro de 2009

Dicas para as férias #06



O final do ano chegou e o momento de arrumar as malas para viajar também. Antes de sair de casa, porém, é preciso não se esquecer de colocar na bagagem paciência, principalmente para quem for viajar de avião. Segundo especialistas, os aeroportos do País já operam no limite de suas capacidades e, neste final de ano, a Infraero prevê que receberão 10% a mais de passageiros.  

Pelo temor de que passageiros se acumulem nos guichês das companhias aereas e um novo apagão, como o de 2006, ocorra no País, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) optou por reduzir o número de operações por hora no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo. 


O local, que chegava a ter 49 voos/ hora nos horários de pico, desde novembro, está com a capacidade limitada a 45 voos/ hora. E a restrição não tem data para acabar. A expectativa dos especialistas consultados pela reportagem do iG é que dure pelo menos até a entrega do terminal 3 de Guarulhos, prevista para acontecer em abril de 2014. 




“Um aeroporto como Guarulhos não pode ficar todo esse tempo sem crescer. Para atender a demanda, teria que aumentar a capacidade em pelo menos 5% a 7% ao ano”, considera o diretor da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo, Anderson Ribeiro Correa. 




 




E não é só Guarulhos que passa por restrições. O aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que já chegou a ter mais de 40 partidas e chegadas por hora, está com a capacidade limitada a 30 operações/ hora, desde 2007. Fato este bastante contraditório na visão de quem trabalha na área. “Todo País quando cresce a demanda, aumenta a capacidade dos aeroportos. Aqui, como não melhoraram a estrutura, diminuíram o tráfego”, afirma o comandante Ronaldo Jenkis, do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). 




E o consumidor?



E quem deve pagar a conta nos próximos meses pela falta de investimento em infraestrutura aeroportuária, segundo os consultores, é o consumidor. “O aumento da demanda e não da oferta refletirá no aumento da passagem aérea. E não por causa das companhias, que também querem lucrar, mas pela falta de espaço para novos voos nos aeroportos”, afirma André Castellini, consultor aéreo da Bain & Company, acrescentando que Congonhas já oferece passagens mais caras que os demais. 




Um levantamento feito pelo professor Elton Fernandes, da Coppe - Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mostra que nove dos 15 aeroportos que devem receber voos da Copa do Mundo de 2014 já estão com a capacidade de estacionar aeronaves no pátio no limite, sendo que alguns, como Congonhas, durante todo o dia. 




Para o comandante Jenkis, mais do que estar no limite, ele considera que algumas pessoas já não encontram voos para os dias e horas que desejam. “As empresas têm um aproveitamento médio de 70%. Isso significa que, para atingir este patamar, vários voos saem 100% ocupados. Já há demanda reprimida”, afirma, acrescentando que, para uma empresa crescer é preciso aumentar o número de voos ou a capacidade dos seus aviões. 




A primeira opção, no Brasil, já é completamente utilizada. “Hoje, nos voos domésticos, as companhias trabalham com os maiores aviões existentes, como o Airbus 320 (que tem 180 lugares)”, diz. Aviões com mais de 200 lugares, como dos modelos Airbus 330 e 340 e Boing 767, só são recomendados para viagens longas, em razão do alto custo operacional. 




A medida da Anac de restringir voos, além de limitar as opções dos consumidores, é considerada um entrave ao crescimento do setor, de acordo com os especialistas ouvidos pela reportagem do iG. A princípio, ela afeta apenas os voos fretados por agências. Porém, em um prazo de seis meses a um ano, deve atingir também os voos regulares. Um agravante, na visão de Castellini, é que os outros aeroportos da região não têm condições de receber os voos restritos em Guarulhos. “Em 2007, quando houve restrição em Congonhas ainda havia capacidade em Guarulhos e Viracopos (Campinas). Hoje, a situação está bem mais complicada”, afirma. 




Greve


E para complicar ainda mais a viagem do brasileiro, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac) prometia uma greve para os dias 23 e 24 de dezembro, quando os aeroportos estivessem no auge de seus movimentos.

O motivo era o impasse sobre o aumento que seria dado aos trabalhadores em 2010. Enquanto a categoria pedia 10%, as empresas queriam 4,5%. Em uma audiência feita às pressas na última terça-feira, empresas e empregados aceitaram a proposta da procuradora do Ministério do Trabalho Laura Martins de Andrade de reajuste de 6%.


 

Pelo menos, por enquanto, a possibilidade de greve no final do ano está descartada, segundo a Fentac. Mas as negociações ainda não terminaram. O Snea rejeitou a proposta de inclusão na convenção coletiva dos aeronautas do direito à cesta básica e uma nova audiência foi marcada para tratar do tema em 2010.


Causas

Desde o caos aéreo de 2006, quase nada mudou na estrutura dos aeroportos e os investimentos prometidos não saíram do papel. Por outro lado, o número de passageiros aumentou significativamente nestes três anos. Segundo a Infraero, em 2006, os aeroportos brasileiros tiveram um acumulado de 102 mil passageiros; em 2007, foram 110 mil e, em 2008, 113 mil (contando embarques e desembarques).

“O governo tem mostrado sua incapacidade de fazer as coisas acontecerem. Há mais de três anos que se fala que o sistema está no gargalo”, afirma André Castellini.

De acordo com a Infraero, em 2009, foram ampliados os aeroportos de Cruzeiro do Sul (Acre) e Boa Vista (Roraima), com a construção de um novo terminal de passageiros em cada um; e Fortaleza (CE), com a construção de terminal de cargas e torre de controle.

Em Congonhas, São Paulo, uma nova torre de controle está em execução, com o custo de R$ 9,4 milhões. No Rio de Janeiro, o aeroporto de Santos Dumont passou por reforma da pista principal e o de Galeão recebeu melhorias no terminal I, como a reforma de sanitários e troca de revestimentos de paredes e pisos. Nos aeroportos paulistas de Guarulhos e Viracopos nada foi feito, assim como no de Brasília.

Especialistas consideram que, mesmo os aeroportos de SP e Rio que tiveram investimentos em 2009, nenhum passou por obras de ampliação. “Nada foi feito para aumentar a capacidade. As obras são quase todas apenas de manutenção, como recapear pistas, pintar paredes e trocar pisos”, critica Castellini.


Futuro 

Para a Copa de 2014, a Infraero promete investir 4,61 bilhões nos aeroportos. Procurada pelo iG, informou que possui 43 obras no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sendo 15 delas relacionadas às cidades-sede dos jogos.

Entres os projetos anunciados, destacam-se: construção do 3º terminal de passageiros de Guarulhos (valor de R$ 1,1 e previsão de conclusão em abril de 2014); construção de terminal de passageiros e pátio em Viracopos (valor de R$ 700 milhões e previsão de conclusão em maio de 2014); e ampliação do terminal sul do Aeroporto Internacional de Brasília (valor de 524 milhões e previsão de conclusão em abril de 2013).

Enquanto as obras não são entregues, umas das soluções propostas pelo consultor em aviação Paulo Bittencourt Sampaio é a construção de terminais provisórios, principalmente em Guarulhos e Congonhas.

“Na década de 70, quando estava sendo construído o novo Galeão foi feito um terminal provisório, que funcionou muito bem por três anos”, afirma, acrescentando que a obra é “rápida e barata”. “Você cria um terminal com estrutura de aço e paredes móveis e descongestiona por um tempo os outros”.

Do mais, segundo os especialistas, os passageiros devem utilizar a paciência e torcer para que um novo caos aéreo não ocorra em 2009, porque, para os próximos anos - mantidas as atuais taxas de crescimento e investimento - ele é dado como certo. 



Fonte: Último Segundo.
Photo by: Último Segundo/Google Image.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O que nos espera no Natal (Por: JB Online)


Há muito tempo não experimentava a sensação de ficar em um aeroporto, com o cartão de embarque nas mãos, sem qualquer perspectiva de embarcar.

O ensaio do Natal aconteceu sexta-feira retrasada, quando um temporal de proporções diluvianas caiu sobre o Rio. Para se ter uma ideia da situação, quem estava na passarela envidraçada de embarque do Santos Dumont mal conseguia enxergar a baía do outro lado da pista.

A consequência da intempérie foi a suspensão das operações de pouso e decolagem por mais de uma hora. Se no tempo em que só a Ponte Aérea funcionava ali isso já era complicado, agora, com slots disputados com voos para os quatro cantos, piorou.

Logo na chegada ao check in, dei de cara com uma fila quilométrica. Como tenho cartão de milhagem tive sorte de poder usar um guichê vazio. Com uma santa ingenuidade falei para a atendente: “que confusão, ainda bem que meu voo é só 21h15”.

Recebi de volta um sorriso e uma resposta cruel: “Aham, tá... esse aí só Deus sabe quando vai decolar”. Acabei sendo colocado, às 20h, na aeronave que deveria ter decolado às 18h45.

O embarque foi às 22h10 – ou seja, com autorização especial já que o limite é 22h – e a decolagem 22h30. No meio do caminho, o que suspeitava aconteceu: o comandante avisou que, pelo adiantado da hora, estávamos com proa para Guarulhos. E eu ainda tive sorte de ter conseguido embarcar.


Imaginava que até o horário do embarque os atrasos poderiam ser recuperados, mas a situação é muito mais complexa do que as garantias que o ministro da Defesa deu à população sobre esse assunto na quinta-feira.

O nó era cego porque várias aeronaves tinham sido surpreendidas pela força do temporal durante o trajeto e tiveram de ser desviadas para o Galeão. A malha, assim, ficou interrompida e só foi restaurada quando esses mesmos jatos puderam decolar de um aeroporto e pousar no destino.


Descrevo a minha situação para mostrar que medidas como reforço de fiscalização por parte da Anac não são exatamente um alívio para quem planejou voar e não conseguiu.


Na verdade não resolvem o essencial, que é a incapacidade da operadora, por qualquer razão, ano após ano, de cumprir o papel estabelecido no contrato de compra da passagem. Atribuir dificuldades e nós como o que também ocorreu em São Paulo esta semana apenas à meteorologia é, de certa forma, discutir parcialmente o problema. Há quanto tempo se sabe que os dois aeroportos (CGH e SDU) fecham por conta da chuva?

O que queria deixar claro como crítica à posição do ministro é o fato de que a tecnologia de controle de tráfego avançou. Se houve a decisão, mais política do que técnica, de abrir o Santos Dumont para outras rotas que não apenas Rio-São Paulo, deveria haver, também, recomendações para melhorias no auxílio ao pouso.

Até onde sei, no Santos Dumont a aterrissagem pela perna do Cristo Redentor é sempre feita no visual. Que tipo de melhoria para a performance do pouso o aeroporto recebeu nos últimos anos para se adequar tanto às exigências climáticas quanto às necessidades decorrentes do aumento do tráfego? Afinal, se não estou enganado, hoje são 27 pousos ou decolagens por hora no terminal. É muita coisa.


Não sou contra esse volume. Pelo contrário. Como passageiro, adoro o SDU pela localização e pelo conforto que oferece perto do Galeão, este sim, um aeroporto ultrapassado – mesmo com toda a maquiagem a que está sendo submetido – e hostil para quem sai e para quem chega. Minha defesa é para o investimento em tecnologia que torne tempestades um aborrecimento de menor duração.

Lembro de ter visto na internet um vídeo com um teste no qual um Learjet pousa em Aspen, no Colorado, com o piloto usando um óculos de infravermelho. A pista é difícil em condições normais, mas pareceu mais fácil de operar com a geringonça. Avanços nessa direção melhorariam a vida de muita gente não só no Santos Dumont, mas em Guarulhos, Curitiba, Manaus e outros lugares problemáticos.


Fonte: JB Online - Marcelo Ambrosio.
Photo by: josiasdesouza/teclasap.com.br/comoloharias.com/flickr.com/crabjelly.zip

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

TAM indenizará família por overbooking



A 3ª Turma Cível, através de processo relatado pelo desembargador Fernando Mauro Moreira Marinho, decidiu dar ganho de causa a uma família – casal e filha – que pediu indenização à Tam Linhas Aéreas por ter sofrido overbooking – comercialização de bilhetes cima dos disponíveis para ocupação.

Eles informam que compraram passagens na TAM e chegaram ao aeroporto com mais de uma hora de antecedência para fazer o chek in. No local o casal e a filha foram informados, após quase uma hora de permanência na fila, de que a empresa não teria como acomodá-los na aeronave em virtude de haver vendido mais lugares do que de fato existiam no avião.

Em 1º grau, o juiz fixou em R$ 2 mil a indenização por danos morais para cada autor. Para o relator, a reparação do dano moral não tutela tão somente o interesse particular, mas também todo o meio social, porquanto, a partir do momento em que se pune uma pessoa por violação previamente estabelecida em lei, tal sanção passa a tutelar repressivamente o caso concreto e preventivamente em relação aos demais membros da sociedade.

Para o causador do dano, o valor da indenização tem de ser relevante, atentando-se à sua capacidade econômica. E para a vítima, não pode esse valor ser desproporcional ao seu sofrimento, alegou o magistrado.

Por unanimidade, a 3ª Turma Cível deu provimento ao recurso para majorar para R$ 4,7 mil a indenização a ser paga a cada um dos autores, nos termos do voto do relator.

Fonte: Desastres Aéreos News.
Photo by: Googli Image.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O pesadelo vai voltar ?


Há três anos, o apagão aéreo paralisou os aeroportos na véspera do fim do ano. Voos cancelados e atrasos de até trinta horas transformaram os aeroportos numa sucursal do inferno.

Agora, com a chegada das festas e das férias, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está tomando uma série de providências para evitar que o vexame se repita. A principal delas foi estabelecer um teto de operações de pouso e decolagem por hora no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

A redução de 10% na movimentação do maior aeroporto do país numa época em que a demanda cresce até 30% é uma tentativa desesperada do governo de evitar um novo apagão aéreo. Mas a medida talvez não seja suficiente. Funcionários das companhias aéreas, incluindo os pilotos e comissários, planejam entrar em greve nos dias 23 e 24 de dezembro caso não recebam aumento salarial.

Se a greve for mesmo deflagrada, como ameaçam os aeronautas, o caos poderá voltar a se instaurar nos aeroportos brasileiros.


Um apagão aéreo, assim como uma tragédia no ar, nunca ocorre por causa de um fator isolado. No Brasil, a falta de investimentos vem transformando a infraestrutura precária dos aeroportos em parceira fixa do acaso.

Há atualmente cinco obras em aeroportos previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Elas totalizam 2,5 bilhões de reais, mas apenas 20% foram de fato investidos até agora.

O Aeroporto de Guarulhos, por exemplo, deveria receber investimentos de 1,4 bilhão até o fim do ano que vem. Mas, no ritmo atual, a reforma só estará concluída em 2023.

"Há uma total falta de compromisso com a infraestrutura aeroportuária. Numa situação-limite, como a que vivemos, qualquer problema menor pode desencadear um efeito cascata", diz o engenheiro Érico Santana, especialista em planejamento e operação de aeroportos.


Situação-limite, no caso, não é força de expressão. Uma pesquisa recente do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas mostrou que dez dos quinze aeroportos que receberão voos para a Copa do Mundo de 2014 já enfrentam dificuldades para estacionar aeronaves.

Prova de que muito pouco foi feito é que praticamente todos os problemas identificados pela CPI do Apagão, em 2006, permanecem à espera de solução. A privatização dos terminais, medida adotada por países como Chile, México e Inglaterra, esbarra em resistências ideológicas do governo.

Além do risco de um novo apagão, as deficiências estruturais impedem o aumento da oferta de assentos – o que significa passagens mais caras. A estratégia de impor um teto para operações de pouso e decolagem em Guarulhos deve ser expandida para outras cidades, como Brasília e Campinas, já no ano que vem.

Enquanto a principal atitude do governo for impor limites ao crescimento do setor, em vez de viabilizá-lo, os brasileiros terão de conviver com o risco do apagão sempre que o fim do ano se aproxima.

Fonte: Veja.com
Photo by: blogvisao/iplay.com/narizdepalhaco

domingo, 6 de dezembro de 2009

Postagem do Blog: Relaxa e Goza


Dia 02/12/09, voltei de Brasília para São Paulo em um voo da TAM e, para variar, ocorreram vários problemas e discussões.

Vamos começar pelo atraso do voo.

Estava marcado para sair de Brasília às 10h35m e o despachante da companhia informou que havia um pequeno atraso devido a uma revisão de um equipamento da aeronave.

Pronto. Começou a confusão. Um passageiro com sotaque espanhol reclamou que estes atrasos com os voos que fazem conexão em Brasília tem sido freqüentes. E que ele acordou às 03h30m, pois veio de Belém e precisava chegar a SP. Exigiu uma posição mais precisa sobre a situação e o horário que o voo ia decolar.

Nesse momento, um senhor de terno se mete no assunto e diz que por ele é melhor atrasar do que arriscar a vida. E que não iria voar em uma aeronave com problema.

O espanhol se virou e começou a discutir com o tal senhor, e disse que a segurança é obrigação da empresa aérea, mas que a preocupação com os passageiros está sempre sendo deixada de lado, uma vez que esses atrasos são freqüentes e que ninguém dá uma explicação razoável. Disse também que havia pago pelo bilhete e que, portanto, tinha direito a uma justificativa correta.

Virou um bate boca.

O despachante da TAM ainda resolveu se envolver e disse que pelo contrato a companhia pode atrasar quatro horas e que o espanhol devia ter lido. Aí, complicou tudo. A discussão aumentou e o espanhol começou a dizer palavrões. O despachante disse que ele devia tomar cuidado com as palavras que usa e blá, blá, blá, a confusão continuou.

De repente, o despachante avisou pelo alto falante que o embarque seria realizado imediatamente e todos entraram no ônibus.

Quando o ônibus chegou ao lado da escada da aeronave, ficou aguardando a liberação para abrir as portas por mais de dez minutos. Imaginem as reclamações dentro do ônibus enquanto a dita autorização não saía. E, pasmem, não saiu. Um funcionário da TAM chegou perto da janela do motorista e disse que o defeito persistia e que o comandante não autorizou o embarque dos passageiros e o ônibus voltou para o terminal.

O espanhol já estava reclamando que era um absurdo não parar no finger, que a empresa estava usando o embarque remoto para economizar, que as duas maiores companhias brasileiras dominam e fazem o que querem, que é um absurdo como os passageiros são tratados etc. E todos concordavam. A temperatura estava alta.

Finalmente, depois de mais uns quinze minutos na sala de embarque, chegou um “superior” que informou que os passageiros seriam todos acomodados em outro voo que sairia às 13h10m.

Fomos para o portão 12, que tinha finger e embarcamos. Os lugares foram remarcados, pois foram feitos outros bilhetes, uma vez que os anteriores tinham sido recolhidos quando embarcamos no ônibus. E agora os passageiros tiveram novos assentos.

Outra confusão. O espanhol reclamou que não ia trocar de lugar, que o lugar novo era ruim, que era um absurdo, que a empresa aproveitou para juntar dois voos para economizar e a aeromoça não sabia o que fazer, uma vez que o novo voo estava lotado. Ele ficou em pé ao lado da porta e disse que queria o assento que ele havia reservado no voo original.

Após uns dez minutos ele resolveu sentar no novo lugar e o voo partiu.

Todos chegaram bem e concordaram que várias colocações do espanhol sobre os abusos das companhias aéreas eram plausíveis.

Foi unânime a constatação do pouco caso das empresas aéreas, protegidas pelas leis existentes, com os passageiros.

Fonte: Relaxa e Goza.
Photo by: Corbis.

Dicas para as férias #03

Atenção passageiros: dezembro chegou!

Dezembro, no calendário dos brasileiros que viajam de avião, é um mês tenebroso. As filas diante dos balcões das companhias aéreas costumam se estender por dezenas de metros.

As salas de embarque lotadas denunciam os atrasos dos voos - mais comuns nesta época do que nos outros meses do ano.

Os saguões dos principais aeroportos transformam-se em palcos de cenas de mau humor e revelam o despreparo dos funcionários no trato com os clientes.

As imagens de passageiros aos berros, exigindo de atendentes informações sobre seus voos, tornaram-se tão comuns no noticiário de fim de ano quanto aquelas que mostram a decoração de Natal na Avenida Paulista ou a queima de fogos em Copacabana.

Até as renas do trenó de Papai Noel sabem que a causa primária de toda essa confusão é a precariedade da infraestrutura aeroportuária.

Há aviões demais para a quantidade e a qualidade das pistas. E aviões de menos para um número de passageiros que aumenta a cada ano. O resultado dessa equação confusa é o caos.

Seja como for, a novidade é que o Senado resolveu agir. Diante do forrobodó que se avizinha, tomou uma medida enérgica: quer punir as empresas pela prática do overbooking.

De agora em diante, dizem suas excelências, quem vender mais passagens do que a quantidade de assentos disponíveis será punido. O projeto que trata dessa questão foi votado esta semana pela comissão responsável pelo turismo. Ele aguardava uma decisão desde 2004.

Essa votação demonstra duas das faces mais tristes da prática legislativa brasileira. A primeira é a da falta de urgência no trato dos problemas que incomodam a população. Cinco anos é tempo demais para deliberar sobre tema tão grave como esse.

A outra é a da falta de foco. Em lugar de usarem o peso de sua autoridade para cobrar do Executivo a solução dos problemas de infraestrutura dos aeroportos, inventam mecanismos de punição que, como tantos outros, não funcionarão.

Jogam para a plateia e lavam as mãos. E que se danem os passageiros!

Fonte: Webtranspo.
Photo by:

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Anac e o overbooking


Pelo segundo ano seguido a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) assinou com as empresas aéreas brasileiras um "acordo de cavalheiros" para evitar a prática do overbooking durante as férias escolares e as festas de fim de ano.

De acordo com informações do órgão, foi pedido às empresas que apresentassem um plano de contingência, com aviões reservas e aumento de pessoal nos guichês de atendimento, além de conseguir delas o compromisso de que não venderiam mais passagens do que o número de poltronas dos aviões, o que caracteriza a prática. No ano passado acordo semelhante deu certo, avaliou a Anac.


As empresas Gol e TAM prometeram aviões de reservas para substituições eventuais. A Anac informou que não tem força legal para obrigar as empresas a terem as aeronaves de reserva, depende da boa vontade delas.

Por isso, procura fazer os "acordos de cavalheiro". Mesmo assim não está garantido que os atrasos nos voos acabaram nem que passageiros deixem de ser transferidos para aeronaves que originalmente não eram as suas.


É que, devido ao movimento e às manutenções, muitas vezes um determinado voo pode ser cancelado. Isso não é ilegal. Nesse caso, a empresa tem de acomodar o passageiro em outra aeronave em prazo de até quatro horas. É o que o setor chama de preterição.

Quanto o atraso é de mais de quatro horas, o passageiro tem direito a viajar por outra companhia ou receber de volta a quantia paga pelo bilhete. No caso de atrasos maiores em que não for acomodado em outro voo, a companhia aérea tem de bancar a hospedagem, alimentação e transporte do passageiro.


Fonte: Uol Notícias.
Photo by: Blog do Bonitão.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Passageiro viaja em cabine e é indenizado


Um passageiro que teve de ser acomodado com o piloto em um voo da Gol devido a overbooking (venda de passagens acima da capacidade da aeronave) receberá uma indenização de R$ 2.000 por danos morais, segundo determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O passageiro, um advogado, foi acomodado na cabine do piloto e percorreu um trecho de duas horas pois o seu assento havia sido vendido a outra pessoa.

A Gol havia alegado que o passageiro foi acomodado na cabine por insistência dele, uma vez que havia chegado atrasado no check-in e insistiu em embarcar no voo.

O advogado solicitava R$ 30 mil, e o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul havia fixado os danos morais em R$ 14 mil. Para rever o valor para baixo, segundo o relator Massami Uyeda, o STJ levou em consideração jurisprudência adotada em outros casos.

Segundo constante no pedido de reconsideração analisado pelo STJ, testemunhas disseram que o passageiro havia chegado uma hora antecipado e demorou quase 40 minutos para fazer o check-in.

O entendimento do Tribunal de Justiça gaúcho foi que o procedimento que deveria ser adotado pela empresa era o de não embarcar o passageiro e sim colocá-lo em uma fila de espera.

A Gol foi procurada para comentar o assunto, mas ninguém foi localizado até por volta das 10h.

Jurisprudência

Essa não é a primeira vez que o STJ condena uma empresa aérea por overbooking. Segundo o tribunal, uma mulher foi obrigada a passar por uma nova conexão em país para o qual não tinha visto de entrada, o que acarretou 36 horas de atraso na sua volta. O valor da indenização por danos morais foi de R$ 6.000.

Uma jovem de 15 anos que foi retirada do avião em Bruxelas devido a overbooking e foi obrigada a permanecer um dia além do que deveria recebeu R$ 5.000 da empresa aérea em forma de indenização por dano moral.

Se oferecessem o Jump para mim com certeza eu agradeceria! Se algum passageiro comum fosse acomodado no jump, com certeza eu ofereceria meu lugar a ele.

Só gostaria de dizer que postei não com o intuito de dizer: "ó a falha da Gol", "Quem não é tripulante ou não-certificado no tipo não pode ir no jump" nem nada. Creio que muitos aqui, se oferecessem o jump, não pensariam duas vezes.

Até mais!

Fonte: Fórum Contato Radar (Por: claudio_767).

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Iberia atrasa mais de metade dos voos


Mais de três mil passageiros da Iberia passaram a noite de Sábado para Domingo em hotéis, por terem perdido as conexões, noticia hoje o jornal “El País”, que refere ainda que ontem a companhia teve mais de metade dos vôos em Madrid – Barajas atrasados, na ordem dos 48 minutos, mas com alguns casos de horas, como um Lisboa – Madrid.

O jornal madrileno indica que esse vôo estava com quatro horas e meia de atraso, mas o site da ANA indica que o IB3102 aterrou com quase oito horas de atraso, às 23h34, quando a hora prevista de chegada era as 15h55.

A informação da empresa que gere os aeroportos de Portugal Continental e Açores indica ainda que o vôo IB3118, que deveria ter chegado às 23h10 de Sábado, pousou às 2h12 de Domingo, o IB3108, das 9h15, pousou praticamente dentro da hora (às 9h37), o IB3110, das 11h55, só chegou às 13h04, o IB3106, das 20h05, chegou às 21h12, e o IB3108, das 23h10, só chegou à 1h10 de hoje.

De acordo com a imprensa espanhola, depois de na sexta e Sábado o aeroporto de Madrid – Barajas ter operado com atrasos generalizados, primeiro porque dos 23 controladores aéreos sete não compareceram ao serviço por doença, levando a que apenas operasse com duas das quatro pistas, e, depois, também por deficientes condições de visibilidade, a situação ontem tendeu a normalizar-se, mas não para a Iberia.

O jornal “El País”, que na sexta-feira descrevia a situação como “caótica”, hoje, ao relatar a jornada de Domingo, escreve que a AENA, empresa que gere os aeroportos espanhóis, passou o dia a assegurar que Barajas funciona com “total normalidade”, mas que esse quadro estava muito longe de retratar a situação em que se encontravam centenas de passageiros que se concentravam junto aos balcões de assistência ao cliente para resolver problemas de atrasos, cancelamentos e overbooking.

O mesmo jornal escreve que ontem a maioria das companhias que operam em Barajas conseguiu regularizar as operações, mas que esse não foi o caso da Iberia, que além de ter cerca de metade da operação com atrasos, cancelou oito ligações e teve contratar outras dez a outras companhias.

O jornal escreve que se formaram grandes filas de clientes que procuravam ser atendidos nos balcões da Iberia, que chegavam a esperar duas horas para percorrer escassos 20 metros, e que os trabalhadores da companhia tiveram mesmo que pedir a presença da Guardia Civil em algumas portas de embarque, designadamente nas partidas para Punta Cana, Maiorca, Roma e Turim.

O “El País” descreve, como exemplo, o caso de uma passageira de um vôo para São Paulo, acompanhada de uma filha de seis anos, que estava há 24 horas à espera, primeiro por atraso na ligação, depois por overbooking e a terceira opção que ainda não tinha pousado em Barajas.

“90% dos nossos vôos passam por Madrid e os atrasos acumulam-se”, explicava ontem um porta-voz da Iberia, que justificava o agravamento da situação por à “greve de zelo” dos pilotos (que estes rejeitam) se ter somado o problema com os controladores.


Fonte: PressTur.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Passageiro reclama de overbooking em vôo da Gol de São Paulo para Recife


O comerciante Luís Lopes da Silva comprou, em agosto, passagens da Gol para que ele, a mulher e os dois filhos fossem passar o Natal no Nordeste, onde moram outros familiares.

Ontem, chegou ao aeroporto de Cumbica às 16h, quase três horas antes do vôo para Recife, com saída prevista para 18h40, a recomendação é que o passageiro chegue com uma hora de antecedência para embarcar em vôo nacional. "Cheguei bem antes do que precisava e, mesmo assim, não tinha mais lugar no vôo. Sonhamos o ano todo com esta viagem", afirmou ele.

Segundo o comerciante, atendentes da empresa propuseram que ele esperasse até a 0h15 de hoje, quando sairia outro vôo para Recife.

Ele também afirmou que, apesar de a remarcação ultrapassar o prazo de quatro horas, a empresa aérea não lhe ofereceu nenhuma compensação.

Procurada, a Gol disse que cinco passageiros que estariam nesse vôo foram acomodados em outros dois vôos para o mesmo destino: um às 21h05 e outro à 0h15. 

Compensações

Por lei, em caso de de overbooking, se a companhia não acomodar o passageiro em outro vôo em até quatro horas, deve proporcionar hospedagem, alimentação, comunicação e transporte para o hotel e de volta para o aeroporto.

Em acordo com o ministério da Defesa e com a ANAC, as companhias aéreas se comprometeram a não praticar o overbooking. Mas, neste primeiro fim de semana da Operação Feliz 2009, Gol e TAM foram autuadas por "preterição de passageiros", segundo a Anac.

Também foram autuados, por diversos motivos, Iberia, TAP, American Airlines, OceanAir e até a Infraero. (ler no restante das postagens de hoje).

Nota: Foto ilustrativa.

Fonte: Folha de São Paulo.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Empresas aéreas se comprometem a não fazer overbooking


As quatro maiores companhias aéreas do Brasil - TAM, Gol/Varig, OceanAir e Webjet - enviaram documentos à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) com o compromisso de assegurarem a qualidade da prestação de serviços aos passageiros durante o fim de ano e o início de 2009, inclusive o de não praticar overbooking (venda de bilhetes acima da capacidade da aeronave).
As empresas terão planos de contingência para atender eventuais necessidades. O acordo, chamado de Operação Feliz 2009, é coordenado pelo Ministério da Defesa.

A TAM terá três aviões reserva tripulados durante 24 horas e outros dois durante o dia, até 22h, posicionados em Guarulhos e Congonhas, em São Paulo, e no Aeroporto Antonio Carlos Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro.
A Gol/Varig terá um avião e tripulação reserva em Guarulhos e mais tripulação sob aviso nas bases de Congonhas, Galeão e Brasília.
A OceanAir vai deixar uma aeronave posicionada em Congonhas, uma em Guarulhos, além de uma no Recife (PE) e outra no Santos Dumont, na capital fluminense, no período da tarde. No Galeão, também haverá uma aeronave reserva da Webjet, com tripulação.

De hoje até o dia 7 de janeiro, durante a Operação Feliz 2009, a ANAC irá reforçar as informações aos passageiros sobre seus direitos e deveres.
Nos aeroportos de Guarulhos, Congonhas, Galeão e Brasília, a agência distribuiu 40 banners com dois dizeres: "Problemas? Saiba como reivindicar seus direitos" e "Passageiro, faça a sua parte".

Também será distribuído o Guia do Passageiro, que reúne várias orientações sobre bagagem, identificação do passageiro, atrasos e cancelamentos, passageiros com necessidades especiais etc.
Outras duas cartilhas, Acessibilidade nos Aeroportos e Dicas para um Vôo Tranqüilo, também serão lançadas.

Fonte: Agência Estado.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Vôos atrasaram mais em novembro; overbooking será banido na virada do ano


As principais companhias aéreas brasileiras, Gol/Varig, OceanAir, TAM e Webjet, atrasaram mais em novembro do que em outubro. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), de uma média de de 50 mil vôos mensais, 16,6% tiveram atraso acima de 30 minutos, contra 12,5% do mês anterior (o pior resultado foi em janeiro, quando 25% do total de vôos atrasaram).

A Anac diz que as companhias foram prejudicadas por fatores como o fechamento de aeroportos por problemas metereológicos e as obras no aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro.


O aumento de vôos durante o verão deve provocar ainda mais atrasos nos próximos meses, mas nada tão grave quanto o caos aéreo ocorrido há dois anos. É o que diz Uébio José da Silva, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores Aeroviários.

"O ideal é que o passageiro entre em contato com a companhia aérea para confirmar vôo e horário, e chegue na hora certa para o check-in", aconselha Silva.
Para evitar atrasos e filas nos aeroportos, a Anac, o Ministério da Defesa e as companhias aéreas criaram a operação Feliz 2009.

Um dos compromissos assumidos foi não praticar overbooking (venda de passagens além da capacidade da aeronave) no período de 19 de dezembro a 7 de janeiro.
Atrasos Em novembro, a Gol e a Varig foram as que mais atrasaram. De acordo com a Anac, isso aconteceu porque a fusão das malhas aéreas das duas empresas dificultou suas operações.

Do total de 9.172 vôos atrasados, a Varig foi responsável por 24,2%, contra 15,3% em outubro. Já a Gol teve 21, 1% dos atrasos, em vez de 13,4% no mês anterior.


A TAM e a Webjet aumentaram sua participação no total de atrasos: de 10% e 14,1%, em outubro, para 12,3% e 15%, respectivamente, no mês passado. A OceanAir foi a única que registrou o menor índice de atrasos em novembro, alcançando 11,6% contra 15,1% em outubro.

Os dados são levantados pela Infraero nos 67 aeroportos administrados pela estatal, que cuida da infra-estrutura aeroportuária. Gol/Varig, OceanAir, TAM e Webjet detêm juntas 98% do mercado doméstico brasileiro.

Fonte: Viaje Aqui.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

CCJ do Senado aprova projeto contra overbooking


Empresas aéreas brasileiras que cancelarem e atrasarem o vôo, demorarem na entrega de bagagem ou forem flagradas praticando o overbooking - venda de passagens acima da capacidade da aeronave - poderão ser obrigadas a indenizar o passageiro, segundo um projeto de lei aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. O projeto ainda precisará passar pelo plenário da Casa e pela Câmara. 
O Projeto de Lei 114/04, de autoria da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), altera o Código Brasileiro de Aeronáutica, estipulando uma série de indenizações para proteger o passageiro de constrangimentos nos aeroportos. A proposta estabelece um piso nacional para indenizações aos passageiros, e famílias, que sofrerem acidentes aéreos. Em caso de morte, a quantia mínima seria de R$ 1 milhão. Para lesões corporais graves, o valor não poderia ser menor do que R$ 750 mil. 
O projeto estipula, ainda, que a empresa deverá indenizar o passageiro nos casos de cancelamento ou atraso do vôo (superior a duas horas), assim como demora na espera pela bagagem. "Se a bagagem atrasar mais de 20 minutos na esteira, a empresa deverá pagar ao passageiro meia passagem", diz a senadora.
No caso de overbooking, a indenização terá o valor correspondente ao preço total da passagem comprada. E, mesmo assim, o passageiro deverá ser embarcado em outra aeronave que ofereça serviço equivalente para o mesmo destino, no prazo de quatro horas a contar do horário previsto para o embarque. Se ele preferir não viajar, a empresa deverá pagar a indenização e devolver o dinheiro ao consumidor.

Para Marcos Diegues, assessor jurídico do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a proposta é justa aos passageiros. "O consumidor tem o direito de pleitear indenização para qualquer prejuízo que sofrer. Seja para o táxi que teve de pegar para voltar para casa ou até a perda de um negócio por não embarcar." Outro ponto positivo é não alterar o Código de Defesa do Consumidor, mas a lei específica do setor, que é o Código Brasileiro de Aeronáutica. "É uma lei muita antiga que não tem grande preocupação com o consumidor."

Fonte: Estadão.

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