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sexta-feira, 9 de abril de 2010

1° fase de testes completa do X-48B BWB


Uma equipe liderada pela NASA e pela Boeing Company completou a primeira fase de testes de voo com uma aeronave em escala menor da X-48B Blended Wing Body (BWB), na agência Dryden Flight Research Center em Edwards, Califórnia.

A aeronave remotamente pilotada de 227 quilos com a silhueta lembrando uma arraia – também chamada de corpo de asa híbrida — é uma ferramenta do Projeto Aviação com Resposabilidade Ambiental (ERA) da NASA, o qual objetiva desenvolver a tecnologia necessária para criar uma aeronave para o futuro que seja silenciosa, limpa e mais eficiente no consumo de combustível.

Uma plataforma de testes como o X-48B permitiu a NASA avaliar e validar tecnologias chaves. Os recentes voos concluídos determinaram a manobrabilidade e as qualidades de voo, tais como as velocidades de pouso e decolagem típicas da aeronave.

“Este projeto é um imenso sucesso,” disse Fay Collier, gerente do projeto ERA na NASA. “Ponto de partida: a equipe provou a habilidade de voar uma aeronave sem estabilizador vertical até o limite de velocidades baixas com segurança.”

Até recentemente, Collier foi o principal investigador para o Projeto de Asa Fixa Subsônica da NASA o qual estabeleceu a parceria com a Boeing para conduzir a inicial, e fundamental tecnologia de desenvolvimento para o X-48B. No Projeto ERA ele agora lidera parte do novo programa de pesquisa da NASA iniciado para ajudar a amadurecer a promissora tecnologia antes de transferir para indústria.

A equipe completou o 80° e último voo da primeira fase do projeto no dia 19 de março de 2010, quase três anos após do primeiro voo do X-48B no dia 20 de julho de 2007.
Além da NASA e da Boeing, a equipe inclui a Cranfield Aerospace Limited do Reino Unido, e o Laboratório de Pesquisas da U.S. Air Force de Dayton, Ohio.

“Esses 80 voos de pesquisas forneceram aos engenheiros uma quantidade valiosa de informações e permitiu a equipe completar os objetivos iniciais propostos pelo projeto,” disse Tim Risch, gerente de projeto do X-48B no Dryden.

Os marcos atingidos pela equipe focaram três objetivos técnicos principais: expansão do desempenho de voo, características do desempenho da aeronave, e validação dos softwares limitadores dos controles de voo.

Em 52 voos entre julho de 2008 e dezembro de 2009, os engenheiros quantificaram as respostas dinâmicas da aeronave pelo envio de comandos do computador para as superfícies de controle de voo do X-48B e mediram o quanto rápido a aeronave respondia a essas solicitações.

Os testes com o X-48B continuarão até o final de 2010, após um novo computador de voo ser instalado e verificado. A próxima série de voos de teste forcará em parâmetros adicionais de investigação das características de voo.

A NASA possui uma segunda aeronave BWB, a X-48C, a qual foi modificada para um perfil de ruído ainda menor do que a X-48B, e está preparando ela para os testes de voo que investigarão outros fatores de contraolabilidade.

Fonte: Cavok.
Photo by: coolgadgetconcept.com

quarta-feira, 31 de março de 2010

Nasa usa avião-robô para mapear atmosfera



Aeronaves não-tripuladas vão estudar o clima e tentar entender fenômenos como aquecimento global


Já mapeamos quase todos os cantos de nosso plaenta, mas entendemos pouco a parte “imaterial” da Terra: a atmosfera. Por causa da dificuldade técnica de sobreviver a uma viagem dessas, não exploramos essa região que poderia nos ajudar a compreender fenômenos como o aquecimento global e o buraco na camada de ozônio. Pensando nisso, a NASA anunciou o uso de três aeronaves não tripuladas chamadas Global Hawks, capazes de permanecer em voo por mais de 30 horas, atingir altitudes superiores a 19 quilômetros e recolher dados atmosféricos e climáticos.

Segundo a revista Technology Review, os aviões são completamente autônomos, ou seja, os cientistas podem programar suas rotas antes do lançamento. No entanto, eles podem assumir o controle da aeronave em casos de emergência.

Os cientistas esperam conseguir lançar um novo vôo toda semana - a primeira nave decolou na semana passada e sobrevoou o Oceano Pacífico. Os aviões carregam mais de 10 instrumentos científicos, capazes de mapear os gases e as nuvens na atmosfera e coletar dados metereológicos como temperatura, ventos e pressão.

As naves eram originalmente usadas pela força aérea dos Estados Unidos para missões de espionagem e reconhecimento e foram adquiridas pela NASA em 2007. É sempre interessante ver uma tecnologia que antes era usada para a guerra, ser utilizada para nos ajudar a entender – e salvar – nosso planeta.


Fonte: Desastres aereos news
Photo by: Redação Desastres aereos news

sexta-feira, 26 de março de 2010

GE ganha contrato da Nasa


A GE Aviation é uma das cinco empresas que concorreu, e ganhou hoje, em um contrato da Nasa.
 
Cada contrato de cinco anos tem um limite máximo de US$ 125 milhões, sem quantidades ou prazos de entrega, neste momento, disse a Nasa em um comunicado à imprensa.
 
Os contratos de apoio à investigação de propulsão aeroespacial no Glenn Research Center, em Cleveland, centrando-se sobre "desenvolvimento e demonstração de tecnologias avançadas de motores de turbina para aumentar a segurança da aviação e reduzir as emissões das aeronaves, o ruído e a queima de combustível", disse a NASA em comunicado.
 

Tradução: Google Tradutor.
Fonte: Business Courier.
Photo by: GE.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Space shuttle à venda - Único dono



Space shuttle à venda, totalmente equipada, ar condicionado, somente um dono (cuidadoso). Essa é a última oferta. A NASA cortou os preços em quase 50%, para US$ 28,8 milhões. 

As naves Atlantis e Endeavour irão à venda após a finalização da construção da ISS (International Space Station), programada para antes do final de 2010. O The New York Times havia divulgado que NASA esperava arrecadar US$42 milhões por cada veículo espacial, mas baixou o custo na esperança de fechar o negócio de venda das duas unidades. 

Seriam três para venda, mas uma das aeronaves, a Discovery, já foi prometida para o Smithsonian National Air and Space Museum, em Washington DC.




Se uma nave espacial inteira está acima de seu orçamento, considere adquirir apenas o motor principal. A NASA espera vender uma unidade por apenas US$800.000, mas dependendo seu interesse ela poderá baixar também o valor. 

Mas a NASA está informando que o comprador deverá pagar pela embalagem e postagem dos itens adquiridos.


Fonte: Cavok.
Photo by: Nasa.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Telescópio aéreo


O telescópio aéreo SOFIA, instalado a bordo de um 747 exclusivo, será o maior e mais poderoso telescópio móvel já construído.

Telescópio aéreo

Para fazer boas observações astronômicas, nem sempre é necessário usar foguetes ou telescópios espaciais. Algumas vezes, um mero avião é suficiente, ainda que seja um "mero" Boeing 747, carregando um telescópio de 2,7 metros de diâmetro e pesando 17 toneladas.

O telescópio é o Sofia, um acrônimo para Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy, observatório estratosférico para astronomia em infravermelho.

Em vez de ir para o espaço ou ficar no alto de alguma montanha, esse telescópio aéreo tem o seu próprio avião.


Para revelar seus segredos, Sofia irá observar o universo enquanto navega pela estratosfera, a quase 14.000 metros de altitude. Quando o telescópio voador entrar em operação, no início de 2010, ele se tornará o maior e mais avançado telescópio aéreo já construído.

Os segredos de Sofia

"O Sofia está programado para realizar observações científicas espetaculares," diz a cientista chefe do projeto, Pamela Marcum. "Por exemplo, este telescópio irá nos ajudar a descobrir como os planetas se formam e como o nosso próprio sistema solar se estruturou."

Como um observatório móvel, o telescópio aéreo pode voar para qualquer lugar, a qualquer hora.

O Sofia poderá se deslocar para posições que o permitam capturar eventos astronômicos especialmente interessantes, como as ocultações estelares, quando objetos celestes cruzam na frente de estrelas ao fundo, uma parte do show cósmico que os observatórios terrestres perdem por nunca estarem no lugar correto.

Eventos desse tipo são essenciais para o descobrimento de planetas extra-solares.


As imagens também serão melhores do que as dos telescópios terrestres porque o 747 dedicado ao telescópio voará acima da camada de vapor d'água que circunda a Terra.

Como os planetas nascem?

Embora a nossa galáxia esteja repleta de sistemas planetários, os astrônomos não sabem exatamente como se esses planetas se formam, aí incluída a Terra e seus vizinhos. Isso porque os telescópios comuns não podem ver através das densas e gigantescas nuvens de gás e poeira que precedem o surgimento dos planetas.

Usando comprimentos de onda na faixa do infravermelho, o SOFIA poderá vencer essa neblina cósmica e observar o processo de nascimento dos planetas, mostrando aos cientistas como as moléculas se unem para construir mundos.

"O telescópio Sofia também será capaz de apontar onde os blocos básicos dessa construção, como oxigênio, metano e dióxido de carbono, se localizam dentro do disco protoplanetário," diz Marcum.

O conhecimento de onde várias destas substâncias estão localizados no disco vai lançar novas luzes sobre a forma como elas se reúnem para formar os planetas.

Vida longa

Um dos pontos fortes do telescópio aéreo é a sua capacidade para complementar o trabalho de outros observatórios infravermelhos.

Com uma vida útil prevista de 20 anos, ele poderá acompanhar estudos sobre objetos que os observatórios espaciais de infravermelho, com vida muito mais curta, não têm tempo para monitorar.

Se, por exemplo, o observatório orbital WISE detectar pontos merecedores de maior atenção, o SOFIA poderá mover-se para dar uma olhada mais lenta e mais cuidadosa, enquanto o próprio WISE continua rastreando o resto do céu.

"O WISE foi projetado para varrer todo o céu em comprimentos de onda infravermelhos, capturando dados de inúmeros objetos celestes, em vez de estudar os objetos alvo em grande profundidade," explica Marcum.

"Mas o SOFIA terá tempo de sobra para estudos mais aprofundados."


Fonte: Pousada das Noticias.
Photo by: NASA/Jim Ross/Tom Tschida

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