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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Olympic vendida por 72 milhões de Euros


Da fusão de três companhias aéreas gregas surgiu, em 1957, a Olympic Airways, "comandada" pela armador grego Aristoteles Onassis, com uma frota de Boeings 707 com decoração de alto requinte, animação ao vivo, ementas sofisticadas em primeira classe, e tripulantes vestidos por Pierre Cardin.
Escusado será acrescentar que o projeto enfrentou dificuldades, na falta de magnatas que quisessem viajar em estilo, juntando viagens de negócios com momentos relaxantes no ar, em vez de preferirem ler relatórios, ou simplesmente descansar.
Pior, em 1973, o filho, Alexandre Onassis, faleceu num acidente aéreo, motivando a saída do pai de todos os seus negócios aéreos, acabando por vender a empresa ao Estado, quando a maioria dos governos europeus ainda se orgulhava de manter frotas aéreas como "embaixadas voadoras" com grandes comitivas de convidados oficiais.
Os governos de Atenas foram, entretanto, aumentando as despesas deste encargo, com novas rotas, subsidiárias, frota, e, assim, acumulando mais prejuízos.
Em 2003, sob pressão da Comissão Europeia, a Olympic Airways fundiu a Macedonian Airlines e a Oympic Aviation, apresentou aos credores um plano de recuperação, e mudou o nome para Olympic Air, ao mesmo tempo que reactivava o processo de privatização.
Ao cabo de 63 anos de existência, 38 dos quais sob gestão pública, e quando o Estado estava a arcar com os pesados encargos das operações diárias, a Olympic Airlines vai, finalmente, passar a operar como empresa privada subsidiária da Aegean Airlines.
Esta concorrente privada já tinha tentado a aquisição em 2011, mas a Comissão Europeia fez então valer as rígidas normas do primado da concorrência e não aprovou a fusão, sustentando que criaria, assim, as condições para o monopólio dos transportes aéreos na Grécia.
Passados dois anos, a Comissão Europeia relativizou os perigos do monopólio e aprovou, agora, a operação por 72 milhões de euros.
Como é sabido, a situação não é brilhante na Grécia nem na aviação comercial.
A procura dos voos da Olympic baixou 28% em 2012 e mais 6,3% no primeiro semestre de 2013.
Mas a Aegean Airlines – a melhor companhia regional europeia em 2008, 2009, 2011 e 2012 – tem resistido bem, aumentando o tráfego, neste quatro anos, nas suas 32 rotas, em 85%, transportando 8 milhões de passageiros por ano.
Prevendo-se as sinergias da integração dos serviços administrativos e comerciais das duas empresas, a administração da Aegean estima poupar 35 milhões de euros por ano, sem contudo referir no comunicado se vai, ou não, manter as cerca de 15 rotas internacionais da Olympic, ou procurar novas parcerias e mercados.
Este projecto grego de aviação comercial data de 1930 com o nome Icarus, seguindo-se a marca Hellenic e TAE, passando a Olympic Airways em 1957, Oympic Air em 2003, e Olympic Airlines em 2009, resta saber, agora, até que ponto a fusão vai evoluir. Na anterior tentativa da Aegean, a proposta incluía a continuação da marca Olympic.
De qualquer modo, a Olympic Airlines saiu, finalmente, do curto rol de companhias aéreas europeias "encalhadas" sem comprador aprovado por Bruxelas, onde continua, entre outras, a Aer Lingus num prolongado conflito concorrencial com a Ryanair.
Neste período a Turkish Airlines, a grande concorrente da Grécia, tem crescido a níveis exponenciais. Em 2007 tinha uma frota de 100 aviões, hoje tem 233, que voam para 238 destinos em 104 países, incluindo para Portugal desde 2005. Na próxima época, a Turkish Airlines vai lançar quatro voos semanais Porto-Istambul. E a Turkish Airlines conquistou em 2013 o prémio Skytrax da Melhor Companhia Aérea Europeia.

Fonte: Publituris
Photo by: Divulgação.

terça-feira, 10 de março de 2009

Olympic Airways recebe mais uma oferta


A Aegean Airlines - uma companhia grega privada - ofereceu 110 milhões de euros pela transportadora estatal Olympic Airways.

Do valor oferecido, 90 milhões são destinados à aquisição das operações da companhia de bandeira e os restantes 20 milhões são pela área de manutenção.

A Aegean Airlines pretende desenvolver uma companhia grega com a “dimensão necessária, força e capacidade para enfrentar a concorrência internacional”, pode ler-se num comunicado da companhia privada.


Falta agora saber se o estado grego aceita ou não esta proposta.


Fonte: Jornal de Turismo.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Privatização da grega Olympic Airlines atrai 11 companhias e grupos


A companhia aérea estatal grega Olympic Airlines conta com 11 candidatos para sua privatização e as ofertas finais poderão ser entregues até 30 de janeiro, declarou em Atenas, o ministro dos Transportes da Grécia, Konstantinos Hadjidakis.

As companhias interessadas são onze, que fizeram um total de 17 ofertas pelos diferentes serviços da companhia.

"Temos sete candidatos para a parte de vôo, outros sete para os serviços de passageiros e de terra e três para o serviço técnico", disse Hadjidakis.

"Os 17 candidatos poderão formular suas propostas até 30 de janeiro de 2009, e achamos que têm uma boa base de investimentos, apesar da situação mundial excessivamente negativa", acrescentou.

A Olympic Airlines esteve à beira da quebra e só se salvou com subvenções estatais que foram multadas pela Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia) por violar as regras de competitividade. 

Fonte: Gazeta Online.

domingo, 16 de novembro de 2008

Governo grego tenta novamente privatizar a Olympic Airlines


Recentemente o ministro grego de Transportes, Kostas Hatzidakis, anunciou que treze empresas estão interessadas na aquisição da empresas aérea de bandeira da Grécia, a estatal Olympic Airlines.

Segundo Hatzidakis, entre as interessadas estão a Iberia, Qatar Airways e a Chrysler Aviation. O governo grego pretende dividir a Olympic em três partes e vender cada uma delas a um investidor diferente.

Devera ser desmembrada a parte operacional, detentora dos vôos, o atendimento de terra e a área técnica. Num esquema similar ao que foi elaborado pela antiga VARIG, que optou pela venda de suas subsidiárias e sua estrutura operacional. No entanto, a Sky Europe, uma empresa low cost que opera na Europa, afirmou que a sua proposta está baseada na compra completa.


O governo pretende concluir a venda da empresa ainda no inicio de 2009, porém, está é a quinta tentativa de privatização e a empresa vem registrando perdas anuais recordes. O plano de privatização da Olympic foi aprovado pela Comissão Européia e espera-se que desta vez obtenha os resultados pretendidos.


Fonte: Air Online.

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