
O Conselho, um órgão independente criado em 1988, divulgou uma recriminação pública contra a Ryanair.
A companhia aérea recusou-se a fornecer a explicação solicitada pelo órgão e decidiu partir para a ofensiva, defendendo "o direito das garotas suecas de tirarem suas roupas se elas quiserem".
Em tom irônico, a empresa acusou o Conselho de Ética sueco de estar "fora de sintonia com a geração Britney Spears", e questionou se a agência estaria de fato refletindo a visão da maioria dos suecos.
"Temos certeza de que os sem-graça do ERK não falam pela maioria dos notoriamente liberais suecos", disse a Ryanair em um comunicado, acrescentando não ter recebido reclamações sobre as campanhas realizadas na Grã-Bretanha e Irlanda, que usaram a mesma imagem do comercial sueco.
"Os anúncios simplesmente refletem a maneira como muitas jovens gostam de se vestir. Esperamos que os integrantes do ERK relaxem um pouco", completou a nota".
Boicote
Diante da evidente recusa da Ryanair em se desculpar pela campanha, a política feminista sueca Birgitta Ohlsson decidiu sair em campo para pedir um boicote dos consumidores à companhia aérea. "É meu dever apontar e envergonhar empresas como esta", disse Birgitta.
"A Ryanair está se apoiando em valores ultrapassados e anacrônicos, e se orgulha disso. Há muitas outras empresas aéreas de baixo custo para escolher", acrescentou ela. Em resposta, a empresa divulgou nota oficial ridicularizando os "comentários estúpidos" feitos por "Birgitta Chata Ohlsson".
O porta-voz da companhia aérea, Stephen McNamara, anunciou no comunicado que vai "celebrar o sexy comercial sueco" com uma promoção especial de um milhão de bilhetes aéreos de baixíssimo custo, aproveitando a onda de interesse gerada pela controvérsia em torno dos anúncios.
"Estamos certos de que 'Birgitta Chata' vai ser inundada pela enxurrada de pessoas sensatas e liberais que apóiam a determinação da Ryanair de defender os direitos de garotas e rapazes de tirarem suas roupas - se eles quiserem", afirmou o porta-voz no comunicado, acrescentando em seguida: "Vamos também mandar passagens gratuitas para 'Birgitta Chata' para que ela possa fazer uma boa pausa, relaxar e parar de pedir boicotes tolos".
Sexismo
A troca de farpas gerou um intenso debate esta semana em blogs e websites da Suécia. Grande parte dos comentários critica os comerciais da Ryanair, e um deles chega a dizer que a campanha "é um sinal da postura da empresa em relacão a seus funcionários e clientes".
Outros não chegam a classificar os anúncios como sexistas, mas destacam que são comerciais "de mau gosto". Líder do ranking dos países com maiores índices de igualdade entre os sexos, a Suécia tem notória aversão a propagandas que reforçam estereótipos sexuais e outdoors com mulheres (ou homens) seminus não costumam fazer parte da paisagem urbana sueca.
Em janeiro deste ano, um relatório governamental sugeriu a criação de uma lei banindo qualquer propaganda de teor sexista a partir de janeiro de 2009. "Não pode e não deve caber apenas à indústria da propaganda a responsabilidade de preservar os valores democráticos de nossa sociedade", defendeu a relatora da proposta, Eva-Maria Svensson.
No relatório, a propaganda sexista é definida como qualquer mensagem distribuída com fins comerciais que possa ser "ofensiva tanto às mulheres como aos homens".
Nota: Na minha opinião, não vejo problema algum. Seguem fotos de modelos em aviões.








Fonte: BBCBrasil / Contato Radar.
Em tom irônico, a empresa acusou o Conselho de Ética sueco de estar "fora de sintonia com a geração Britney Spears", e questionou se a agência estaria de fato refletindo a visão da maioria dos suecos.
"Temos certeza de que os sem-graça do ERK não falam pela maioria dos notoriamente liberais suecos", disse a Ryanair em um comunicado, acrescentando não ter recebido reclamações sobre as campanhas realizadas na Grã-Bretanha e Irlanda, que usaram a mesma imagem do comercial sueco.
"Os anúncios simplesmente refletem a maneira como muitas jovens gostam de se vestir. Esperamos que os integrantes do ERK relaxem um pouco", completou a nota".
Boicote
Diante da evidente recusa da Ryanair em se desculpar pela campanha, a política feminista sueca Birgitta Ohlsson decidiu sair em campo para pedir um boicote dos consumidores à companhia aérea. "É meu dever apontar e envergonhar empresas como esta", disse Birgitta.
"A Ryanair está se apoiando em valores ultrapassados e anacrônicos, e se orgulha disso. Há muitas outras empresas aéreas de baixo custo para escolher", acrescentou ela. Em resposta, a empresa divulgou nota oficial ridicularizando os "comentários estúpidos" feitos por "Birgitta Chata Ohlsson".
O porta-voz da companhia aérea, Stephen McNamara, anunciou no comunicado que vai "celebrar o sexy comercial sueco" com uma promoção especial de um milhão de bilhetes aéreos de baixíssimo custo, aproveitando a onda de interesse gerada pela controvérsia em torno dos anúncios.
"Estamos certos de que 'Birgitta Chata' vai ser inundada pela enxurrada de pessoas sensatas e liberais que apóiam a determinação da Ryanair de defender os direitos de garotas e rapazes de tirarem suas roupas - se eles quiserem", afirmou o porta-voz no comunicado, acrescentando em seguida: "Vamos também mandar passagens gratuitas para 'Birgitta Chata' para que ela possa fazer uma boa pausa, relaxar e parar de pedir boicotes tolos".
Sexismo
A troca de farpas gerou um intenso debate esta semana em blogs e websites da Suécia. Grande parte dos comentários critica os comerciais da Ryanair, e um deles chega a dizer que a campanha "é um sinal da postura da empresa em relacão a seus funcionários e clientes".
Outros não chegam a classificar os anúncios como sexistas, mas destacam que são comerciais "de mau gosto". Líder do ranking dos países com maiores índices de igualdade entre os sexos, a Suécia tem notória aversão a propagandas que reforçam estereótipos sexuais e outdoors com mulheres (ou homens) seminus não costumam fazer parte da paisagem urbana sueca.
Em janeiro deste ano, um relatório governamental sugeriu a criação de uma lei banindo qualquer propaganda de teor sexista a partir de janeiro de 2009. "Não pode e não deve caber apenas à indústria da propaganda a responsabilidade de preservar os valores democráticos de nossa sociedade", defendeu a relatora da proposta, Eva-Maria Svensson.
No relatório, a propaganda sexista é definida como qualquer mensagem distribuída com fins comerciais que possa ser "ofensiva tanto às mulheres como aos homens".
Nota: Na minha opinião, não vejo problema algum. Seguem fotos de modelos em aviões.







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