O incidente foi comum, e não mereceria a nossa atenção se não incluísse, no relatório oficial apresentado pelo piloto, um dado interessante sobre as turbulências durante vôos. Há uma forte suspeita entre os especialistas de que, estatisticamente, esse tipo de fenômeno já é responsável pelo maior número de ferimentos em aviação, causados, sobretudo, pelo hábito de desafivelar o cinto quando a luz de alerta acima das poltronas é apagada.
No dia 24 de fevereiro, um B737 da Southwest em aproximação para o aeroporto McCarran, em Las Vegas, reportou incidente de turbulência severa a bordo, pedindo a presença de para-médicos após o pouso. O vôo 2809 pousou sem problemas ou avarias, mas cinco passageiros e uma comissárias tiveram de passar pelo atendimento médico, todos com ferimentos leves. Os outros 132 nada sofreram.
De acordo com os relatórios, dois dos medicados estavam com os cintos afivelados, mas no momento da turbulência, a 11.400 pés, o equipamento se abriu pela pressão (quem conhece o sistema acha difícil considerar que não seja resultado de mau travamento involuntário). Os outros ou estavam de pé (caso da comissária, que começava a conferir assentos e cintos para o pouso).
O melhor do relatório está no final. Os cálculos indicam que no momento da turbulência (quando a aeronave cai em um "vácuo") os passageiros foram submetidos a uma aceleração vertical de -0,76 g, seguida de um pico inverso de + 1,76 g por dois segundos. É uma senhora sacudida e vale para reforçar a necessidade de continuar com o cinto afivelado mesmo que o sinal luminoso se apague.
Clique na imagem acima para ver a simulação.
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