quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Charter leva 222 natalenses para réveillon em Portugal


Um vôo com 222 natalenses com destino a Lisboa, em Portugal, embarcou no domingo passado do Aeroporto Internacional Augusto Severo. Enquanto no dia anterior, outros 120 natalenses, em média, embarcaram para passar o reveillón em São Paulo.
‘‘Parece que o Brasil e Natal não estão passando pela crise’’, observa o empresário do trade turístico, Murilo Felinto, idealizador dos dois charteres junto com o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no RN (ABIH/RN), Enrico Fermi, se referindo ao avião lotado de potiguares rumos aos dois destinos, que foram garantidos pelos empresários através de uma parceria firmada com a companhia aérea Gol e a portuguesa Sata, com o objetivo de trazer turistas portugueses e paulistas para Natal na virada de ano. 

O diretor executivo da ABIH/RN Murilo Felinto conta que, na tentativa de viabilizar os vôos de Portugal e São Paulo para Natal, surgiu a idéia de dar essa contrapartida, levando os natalenses para esses dois destinos.
E a crise parece mesmo não ter se abatido sobre os natalenses que planejavam viajar: em cinco dias úteis todos os lugares do vôo português foram vendidos. Conforme conta Felinto, além dos 222 passageiros que embarcaram para Portugal, ficou uma lista de espera com 150 pessoas querendo ir, o que levou os empresários a viabilizarem um novo vôo na Semana Santa, que deve levar, novamente, mais de 220 pessoas à Lisboa. 

A procura foi grande devido ao preço, grande diferencial do pacote: por apenas 880 euros os potiguares passarão sete dias em terras lusitanas com hospedagem inclusa. ‘‘Esses vôos aconteceram porque para vir um charter português para cá, bem como o da operadora Visual Turismo de São Paulo, precisava que um vôo saísse daqui para lá.
Procuramos pessoas do trade para assumir esse risco, mas como ninguém quis, eu e Fermi assumimos isso enquanto pessoas físicas e mandamos para uma empresa de turismo que a gente tem.
Foi um verdadeiro sucesso porque o diferencial foi o preço’’, comentou o empresário, se referindo, também, ao pacote de R$ 840 para a capital paulista. 

Embora menor, o charter de São Paulo serviu para consolidar o vôo da Visual Turismo, com capacidade para 180 pessoas, mas que levou para a região Sudeste 115 natalenses. Em troca, o mesmo número de paulistas desembarcou em Natal no final de semana.
‘‘Para a hotelaria local foi excelente pelos turistas que vieram pra cá e para os natalenses foi ótimo, porque tiveram a chance de ir para a Europa por um preço bem mais barato’’, destaca ainda. 

Um novo vôo para Portugal na Semana Santa já está agendado e o pacote estará disponível na primeira semana de janeiro em todas as agências de turismo de Natal. Embora ainda não tenha fechado o preço do pacote, Felinto diz que a intenção é chegar numa tarifa próxima a do pacote de réveillon, que foi de 880 euros.
‘‘O avião já foi fretado, já fechamos com o operador português e vamos tentar repetir o mesmo preço de agora’’, garante. 

No próximo domingo o avião da companhia Sata trará os 222 natalenses que estão em Portugal e levará os portugueses de volta. O mesmo acontecerá com o charter de São Paulo.

Fonte: Diário de Natal (DN).

Planos da GOL para 2009


A brasileira Gol anunciou seu desejo de ampliar a participação no mercado doméstico no ano que vem, e desse modo fechar o 2009 com 29 milhões de passageiros transportados.

Em 2008 terão sido cerca de 26 milhões.

A Gol está na fase final de substituição de seus últimos jatos Boeing B.737-300 e B.767-300 por exemplares mais modernos das versões B.737-700 e 800.

Fonte: Aerobusiness.

BA investe em frota mais eficiente


A companhia aérea British Airways vai renovar a sua frota com onze aeronaves nas rotas regionais e europeias operadas pela filial BA Cityflyer.
 
Trata-se de seis Embraer 170 e cinco Embraer 190SR com opção de compra para mais três num investimento de 270 milhões de euros.
 
A primeira aeronave será entregue em Setembro de 2009 no aeroporto de London City.
Estas novas aquisições servirão para substituir os atuais dez Ayro RJ100 e dois RJ85.

Fonte: Opção Turismo.

Querosene de aviação cairá 16,76% a partir de janeiro


O preço do querosene de aviação (QAV) vai recuar 16,76% a partir de amanhã (dia 1º de janeiro de 2009), informou hoje o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). O preço do QAV é reajustado mensalmente pela Petrobras.

Em 2008, o combustível dos aviões acumulou queda de 3,71%. Apesar de janeiro do ano que vem registrar a terceira variação negativa do QAV desde novembro deste ano, as empresas aéreas não têm reduzido o preço das passagens.


Fonte: Agência Estado.

TAP analisa a possibilidade de processar uma associação internacional de manutenção aérea


A TAP está analisando a possibilidade de processar a Aircraft Engineers International (AEI), uma associação internacional de manutenção aérea, depois de ter esta ter denunciado falhas de segurança nos seus vôos, que comprometeram a segurança dos passageiros.

“O assunto está entregue à administração da TAP e aos seus advogados, que ainda não decidiram o que vão fazer”, afirmou António Monteiro, porta-voz da companhia aérea portuguesa.

A AEI divulgou recentemente um documento onde acusa a TAP de pôr em causa a segurança dos seus passageiros, ao deixar que aviões que não estavam aptos para voar o fizessem.

As acusações vão desde a falsificação de registos de manutenção e do apagamento intencional de registos de avarias até inspeções de manutenção que terá sido feitas por pessoal não-qualificado para o efeito.

De acordo com o documento divulgado pela agência, as evidências de falhas de segurança são “inegáveis” e contam com a cumplicidade de vários pilotos da TAP e de organizações de manutenção externamente contratadas.
Tudo para “assegurar o plano de vôos em dia de greve e não ter de anunciar cancelamentos”, refere o documento.

Em declarações à RTP 1, no dia 24, o sindicato dos técnicos de manutenção aérea nacional (SITEMA) confirmou as denúncias feitas pela AEI, garantido que teve conhecimento de situações de falta de segurança nos vôos e que questionou a TAP sobre essas situações, não tendo obtido resposta.

A TAP rejeita as acusações, garantindo que são falsas. Segundo António Monteiro, o caso surgiu na sequência da greve dos técnicos de manutenção, no dia 19. Nessa altura, teria circulado um documento anônimo na companhia, que chamava a atenção para as tais falhas de segurança.

“Foi esse documento anônimo que chegou às mãos da AEI, a qual, demonstrando uma forma de atuação bastante ligeira, tomou a iniciativa de divulgar uma informação anônima como sendo verdadeira”, sustenta o porta-voz da TAP.

De acordo com António Moreira, o incidente a que a AEI se reporta diz respeito a um vôo entre Porto e Lisboa, no dia 19, dia da greve dos técnicos de manutenção.

“Depois dessa operação, esse avião ainda fez mais sete vôos por toda a Europa e, sempre que chegava a um aeroporto, efetuava operações de rotina”, explica o porta-voz da TAP. “Ninguém encontrou nenhuma das supostas irregularidades”, conclui.


Fonte: DAN (Desastres Aéreos News).

Japonês deixa aeroporto no México após 117 dias


O turista japonês Hiroshi Nohara, que viveu por 117 dias no Aeroporto Internacional da Cidade do México, onde perdeu seu passaporte, em escala para o Brasil, abandonou as instalações do terminal aérea após aceitar a oferta de uma mulher de hospedá-lo em uma casa no sul da capital mexicana.

Nohara, um ex-faxineiro de 40 anos, tinha transformado uma mesa na área de refeições rápidas do aeroporto em sua nova casa, o que surpreendeu a opinião pública local. No entanto, uma mulher conseguiu convencê-lo a se hospedar em sua casa, situada no bairro Del Valle, no sul da cidade.


Com um aspecto descuidado e uma abundante barba, o turista deixou a área que lhe serviu de moradia durante quase quatro meses e ao qual chegou quando decidiu sair de seu país na busca de sua namorada, da qual supostamente não sabe há muito tempo e aparentemente se encontra no Brasil.

Sua intenção era transformar o México em sua escala e continuar sua viagem ao Brasil, mas perdeu seu passaporte, que lhe foi reposto pela embaixada japonesa para regularizar sua documentação. As autoridades mexicanas indicaram então que o regulamento do aeroporto não estipula o tempo máximo que um turista pode permanecer na terminal.

Nohara chegou ao México com um visto de turista para 180 dias no dia 2 de setembro, em um vôo procedente de Los Angeles (EUA.).


Fonte: DAN (Desastres Aéreos News).

Ameaça de bomba em aviões alerta aeroporto peruano


Uma ligação anônima alertando sobre a presença de bombas em dois aviões da companhia aérea LAN Peru mobilizou nesta terça-feira a Polícia e pôs em alerta o aeroporto da cidade peruana de Arequipa.  

A existência dos artefatos foi descartada pelo general da Polícia Roberto Amiel Villar, depois que especialistas revistaram as aeronaves, que voavam para Lima e tiveram que retornar. 

O alerta foi dado quando foi recebida uma ligação que advertia que em um dos aviões tinha sido colocada uma bomba bacteriológica e, no outro, material explosivo. 

Os passageiros dos vôos 104 e 111 foram imediatamente transferidos para a sala de espera do aeroporto de Arequipa. 

O chefe de operações do aeroporto de Arequipa, Heny Tulier, informou ao site do diário "El Comercio" que as atividades voltaram à normalidade.

Fonte: Estadão.com.br

Meu jato inesquecível (Por Jeferson Antunes Thó)



Era início dos anos 80 e na cabine do B-727-100 PT-SAV começávamos, o co-piloto, o engenheiro de vôo e eu, que estava ao comando, mais um dia comum de trabalho. Verdade que um dia comum apenas para nós, como se pode notar pelo espanto do controlador de vôo de serviço em Manaus.

  - Centro Manaus, PTSAV, câmbio!

  - PTSAV de Centro Manaus, prossiga.

  - PTSAV solicita ascensão para o 410, e estima través de Cuiabá aos 45.

  - SAV, poderia confirmar o tipo de aeronave e velocidade?

  - Afirmativo. Aeronave Boeing 727, velocidade Mach .85.

Faz apenas pouco mais de dez anos, e já temos jatos executivos que voam em cruzeiro acima de Mach .9, mas muitos controladores de vôo da época assustavam-se com nossos níveis e velocidades, muito superiores aos dos outros tipos de aeronaves que cruzavam o céu.
Não existia sequer aerovia que ligasse direto Manaus a São Paulo, uma perna de viagem impensável naquele tempo, mas lá estávamos nós, com aquela máquina maravilhosa que nos permitia ousar e cruzar em proa direta sem nenhum auxílio de terra e do precário sistema de navegação existente, sobre a imensidão da selva amazônica que deslizava sob nossos pés à razão de 8,6 nm por minuto.

Algumas das nossas aeronaves eram equipadas com sistema Dopller de navegação, coisa de ficção científica para a época. Ele nos possibilitava programar desvios de formações meteorológicas pesadas na proa, e a retomada do curso original algumas milhas à frente.
É fácil imaginar o conforto e a segurança que aquilo nos proporcionava. Não precisávamos fazer aquela montanha de cálculo que nos permitiam a reinterceptação relativa do curso, e que se deviam ao empirismo exigido pela própria natureza da operação.

Com o passar dos anos fui percebendo que a manutenção da proficiência em situações de emergência no 727 só era possível através de sessões em simulador, já que, felizmente em condições reais elas eram raras. Tão raras que, em aproximadamente dez mil horas voadas neste avião, passei por apenas duas situações de extrema gravidade.
Nos dois casos, aliás, responsabilizo pelas emergências, exclusivamente, o precário padrão de manutenção das empresas envolvidas e seus critérios para a seleção de pilotos e engenheiros de vôo. Para que não haja dúvidas quanto à fantástica performance dessa máquina que me apaixonou, e virtualmente me salvou e a meus companheiros de vôo, passo a narrar um desses episódios, ocorrido no início da década de 90.

Nessa época, morando no Rio, eu fora a São Paulo para uma reunião com pessoal da área administrativa da empresa em que trabalhava, representando minha categoria profissional. Apressado para tomar o primeiro vôo de volta para casa, eu ainda me despedia dos colegas quando fui chamado do interior da sala das tripulações. Era o "piloto-chefe":

  - Então, Jeferson, já te avisaram?

  - Avisaram sobre o que? - perguntei, sem saber do que ele estava falando.

  - Ué, você vai para Miami buscar uma outra aeronave para a nossa empresa.

  - É?! - Ninguém havia me falado sobre o assunto. E para quando está previsto o meu vôo?

  - Para hoje - disse ele, com a maior candura, e completou:

  - Dá uma passadinha na sala da secretária que ela vai te passar as demais informações e fazer um adiantamento da diária.

  - Ok. Mas pelo menos posso saber sobre a programação em Miami?

  - Você chega lá amanhã pela manhã, o avião vai estar pronto para o translado, talvez você nem precise ir para o hotel, dê uma passado no FAA para pegar a licença provisória, porque o 727 está com matrícula americana, e venha embora.

  - Ah sim? E quem esta compondo a minha tripulação? E a briefcase, está pronta?

  - Ah! sim, esta tudo certo. Há um pessoal da engenharia que estará embarcando aqui em São Paulo levando a briefcase e a complementação da sua diária. Quando você embarcar no Rio procure por eles dentro do avião, ok?

  Uns dez minutos depois deste fantástico diálogo procurou-me um colega dizendo:

  - Jeferson, fui escalado para o seu vôo, mas infelizmente tenho que ser sincero: não tenho segurança suficiente no meu inglês para compor como co-piloto.

  Mas como acontece na aviação, não foram necessários mais de trinta segundos para que aparecesse um ás.

  - Jeferson, estou indo com você no vôo.

  - Certo. Como está sua fraseologia em inglês?

  - Sem problema, "tá" tranqüilo.

  - Ok, se você está dizendo que está tranqüilo, tudo bem e, a propósito, você sabe quem será o engenheiro de vôo?

  - Sei é o ... ih! Deu um branco, aquele que voava 707.

  Aí, eu não tive mais nenhuma dúvida: tinha encrenca pela proa.

Fiz as contas e concluí que teria que telefonar para casa e pedir que alguém fosse até o Galeão onde eu estaria em trânsito para Miami, levando meu passaporte e roupa suficiente para quarenta e oito horas. Claro, se eu mesmo até aquele momento não estava entendendo nada, não poderia achar que em casa a coisa fosse diferente.

Por volta das oito horas da manhã do dia seguinte o 747 tocava suavemente a pista 09 do Aeroporto Internacional de Miami. Duas horas depois já nos encontrávamos na recepção da AVJET com o pessoal da empresa de leasing que, aliás, nos informou que haveria um atraso em nossa partida, em virtude de "alguns probleminhas" a serem solucionados.

Através do vidro fumê vislumbrei no pátio um velho 727 de cor indefinida, que ia do "branco gelo" ao "branco muito sujo", sendo a segunda opção a predominante. Eu ainda divagava sobre por onde teria andado aquela velha águia quando ouvi a voz junto ao meu ouvido:

  - E aí comandante, curtindo a nossa nova máquina?

A pergunta partira do nosso engenheiro-chefe da manutenção, e teve sobre mim o efeito de um bom soco.

Muitas vezes as aparências enganam, mas, ali, não era o caso. Aquela aparência não poderia enganar ninguém: o pobre 727 fora sugado até o último suspiro. Pedi que me dessem o histórico da aeronave.

Resumo: viera na década de 70 para o Brasil, onde voou por mais de dez anos. Depois, foi pousar na Turquia, de onde, por falta de pagamento, foi transladado para os Estados Unidos da América onde permaneceu no solo por um bom tempo, até ser transferido para a Nicarágua. Lá foi transformado em aeronave cargueira, recebendo reforços no piso, no trem de pouso e uma porta lateral de carga. Grande histórico, concordam?

Tenho por filosofia de vida dizer que experiência é algo que se deve efetivamente usar no momento em que precisamos dela. E foi esta filosofia que fiz prevalecer junto ao "comitê de despacho" da aeronave.

  - Ok, pessoal, se esta é a aeronave que temos que levar para o Brasil, só farei o translado após efetuar um vôo local para avaliação de desempenho.

O gringo ficou vermelho como pimentão e, olhando para mim, disse:

  - Capitão, a programação de entrega desta aeronave está atrasada e não é possível fazer um vôo local aqui.

  - Entendo Mr. John, acontece que não estou pedindo autorização para fazê-lo; eu estou afirmando que não farei o translado antes de tomar conhecimento das efetivas condições da aeronave.

  - Capitão, tem outro problema: esta aeronave estava equipada com rushkit, e como ele foi retirado, o FAA considera que houve rebaixamento de categoria. Também os decibéis do ronco dos motores excedem as determinações para vôo sobre o território americano. Desta forma, a aeronave está autorizada a fazer apenas uma única decolagem, para sair do país.

  - Muito bem, então estou me retirando com a minha tripulação para o hotel, e só decolarei amanhã pela manhã, isto é: se Miami estiver operando visual.

Os abutres de plantão, e em Miami eles são muitos, à espreita de ganhar alguns dólares transladando aviões para qualquer lugar do mundo e de qualquer maneira, já estavam se assanhando para mais uma aventura mercenária. Mesmo assim, meia hora depois fazíamos o nosso check-in no hotel em Miami downtown.

A última insistência viria da diretoria da empresa, por volta das vinte e três horas locais, ligando para o meu apartamento tentando convencer-me que tudo estava ok, e sondando sobre a possibilidade de decolarmos até a meia noite.

A minha resposta não poderia ser outra: - se vocês permitirem que eu durma, amanhã estaremos decolando ao nascer do sol.

Os primeiros raios de sol ainda não haviam surgido no horizonte quando o nosso plano de vôo estava sendo processado. Voaríamos a primeira perna de Miami até Curaçao. Recebemos por telefone as instruções de subida: - Boeing N135CA pista em uso 09, subida Miami Five Papa, após decolagem, restrição de 1.500 pés, prosseguindo com curva à direita após para a proa de Bimini.

Agradeci ao operador e quando ia para a aeronave, quando fui abordado pelo gerente do abastecimento:

  - Capitão, a sua aeronave não foi abastecida porque o pessoal que deveria vir efetuar o pagamento não apareceu ainda.

Àquela altura eu já não estava me preocupando mais com este tipo de coisa, as minhas preocupações eram bem outras.

O atraso acabou nos favorecendo. O sol nascera e o dia estava maravilhoso, temperatura agradável e nenhuma nuvem no céu.

Finalmente, a postos: first pre-flight check liste completed, pre-flight check liste completed e start check liste completed.

  - Ok. Acionando motor um.

O co-piloto levou o start switch à posição ground.

De seu posto, o engenheiro de vôo informa: start valve open.

O co-piloto confirma e faz o seu call-outs, N2 moving. N1 moving, fifthteen...

Ao call-out de 15% de N2 feito pelo co-piloto tentei movimentar como previsto a start-lever para idle, mas só consegui fazê-lo utilizando as duas mãos, tamanho o esforço necessário para deslocar a alavanca, o que normalmente pode ser feito com uma suave pressão sobre a manete.

Após conseguirmos a façanha de completar todo o procedimento, e feito os cheques correspondentes, iniciamos o táxi.

Àquela altura o tráfego era tão intenso que a fila para decolagem da pista 09 já tinha mais de cinqüenta aeronaves, mas como o nosso tráfego procedia do setor do pátio de aeronaves executivas, mais precisamente do pátio da AVJET, solicitamos à Torre Miami, após avaliação da performance, autorização para decolar a partir da interseção, o que foi aceito pela TWR.
O rush era tamanho que, ao alinharmos sobre a pista, tínhamos o número três na seqüência de decolagem, à nossa frente estavam duas aeronaves regionais de pequeno porte e, atrás de nós, na cabeceira, um outro 727-200 de uma empresa aérea americana aguardava sua vez para iniciar.

  - N135CA Miami tower you are clear for takeoff runway 09, after takeoff straigh ahead climb mantain 1.500 feet and call Miami Departure control on frequency ... for instructions.

  - N135CA willco (e nem poderia ser diferente. Com tanto tráfego, segundos na freqüência valem ouro e, isso ficará bem claro no decorrer da nossa história).

Com o clear to position check list completed, iniciei o ajuste de potência para a decolagem onde point four era o meu call-out para o engenheiro de vôo, que executava e respondia simultaneamente ground off. Aí, então, levei as manetes dos 3 JT8D-9 para máxima contínua, percebi que a velha águia parecia gemer ao peso das 145.000 lbs, 24.000 lbs abaixo do peso máximo de decolagem.
Ao atingir a VR pressionei suavemente o manche, mas a velha águia precisava de uma forcinha a mais para deixar o solo. Positive rate of climb, foi o call-out do co-piloto para que eu solicitasse gear up; ok, gear up, no lights.

Creio que não havia transcorrido mais de um segundo após a retração completa dos flapes, quando o engenheiro de vôo alertou-me para alguma anomalia em um dos sistemas, mas antes que eu pudesse fazer qualquer avaliação uma forte guinada sacudiu a aeronave.

  - Miami Departure Control N135NC mantain 1.500 feet, turn right on Bimini heading.

  Silêncio...

Como nos filmes da série "Aeroporto", o painel do engenheiro de vôo começou a acender inteiro, como uma árvore de natal. Eu ainda nem tinha processado a idéia de que poderia muito bem ter passado sem essa e ouço o co-piloto balbuciar:

  - Comandante, eu estou muito nervoso e não tenho condições de tentar contado com o controle. O meu inglês é muito ruim.

Ótimo, agora eu tinha um avião em pane, um engenheiro de vôo com experiência em outro tipo de avião e um co-piloto nervoso que não conseguiria fazer a fonia. E ainda não havia transcorrido mais que três minutos de nossa decolagem!

A emergência obrigava-me a seguir a última autorização, que era manter os 1.500 pés e proa de Bimini. Deixei que a aeronave acelerasse, buscando atingir 250 kts, afastando-me um pouco mais de Miami, que eu sabia estar com terrível congestionamento de tráfego, e mantendo-me visual sobre o mar.
Porém, na transição de 230 para 240 kts, o 727 literalmente tremeu e jogou o nariz para a direita e para baixo. Imediatamente, reduzi a potência, buscando a velocidade anterior, com a qual estávamos, pelo menos conseguindo mantê-lo em vôo. Depois de algumas "corcoveadas", a aeronave estabilizou em 210 kts, mas não consegui um ajuste adequado no manche para mantê-la nivelada. Eu tinha que manter o manche com uma inclinação de aproximadamente 35 a 45º conjugado a um grande esforço para trás.

Depois de algumas tentativas, consegui contatar Miami, percebi que o controlador estava muito nervoso, pude notar o seu alívio ao ouvir-me na freqüência. Mas para adicionar um pouco mais de emoção à história, a sua primeira informação foi a de que não recebia o nosso transponder e que devido ao excesso de tráfego não conseguia visualizar a nosso posição.

Efetuei o procedimento de rotina para falha do transponder mas nada aconteceu. Na cabine o silêncio era mortal. O co-piloto já entrara no processo de pilot-incapacitation havia muito tempo, e engenheiro de vôo segurava o abnormal check list como se fosse uma bíblia, mas a Sagrada e não a de rotina operacional. Os engenheiros estavam literalmente cristalizados, e eu estava literalmente sozinho.
Poucos minutos haviam se passado quando todas, mas todas as bandeiras possíveis apareceram no painel à minha frente e, o pior, também no do co-piloto. Restou-nos apenas a bússola stand by para navegar, um VHF, altímetro, velocímetro e VSI. Até mesmo o stand by horizon deixou de funcionar.

Uma certeza eu tinha naquele imenso rolo: a minha filosofia em relação à experiência estava nos mantendo vivo até aquele momento. Se tivéssemos decolado à noite, ou sob condições IFR, certamente eu não estaria escrevendo esta história, e provavelmente mais um comandante teria sido culpado por outra tragédia.

Estávamos em alerta vermelho, mas o Controle Miami ainda não havia nos encontrado em seu escope. Um outro controlador, que pela sua voz pausada e grave mostrava ser alguém com muita experiência, assumira a posição:

  - Boeing N135CA, por favor informe o número de pessoas a bordo, combustível, e relate a natureza de sua emergência.

  - Miami Control, estamos sem sistema de navegação, problemas de comandos de vôo, comunicação restrita a somente um canal, voando em condições visuais sobre o mar.

  - É, caro capitão, o senhor está com sérios problemas - retrucou o controlador.

  - Miami Control, o N135CA está mantendo 1.500 pés em condições visuais, na proa de Bimini. Posso nesse setor sugerir uma curva de 135 graus para tentar contato radar através do secundário?

  - Afirmativo, N135CA. Está autorizado.

  - N135CA iniciando.

  - Miami Control ciente.

  - N135CA, contato radar a 45 nm sudeste de Miami, confirme:

  - O capitão conhece a área de Miami?

  - Afirmativo.

  - N135CA, a seu critério navegue visual para Miami, reporte à Torre Miami ao iniciar aproximação final.

Mesmo depois do contato, na cabine do velho 727 o silêncio era mortal. Eu Estava tranqüilo como em poucas vezes em toda a minha carreira. Conseguira manter aquela máquina voando e o pássaro já podia voltar ao ninho.

Quando entrei na perna do vento levei um susto, para onde teriam ido todas aquelas aeronaves que estavam saindo e se aproximando de Miami? O pátio estava vazio. O aeroporto era todo do velho 727.

  - Miami Tower Boeing 727 N135CA on final.

  Acreditem, o trem baixou e, uma hora e dezessete minutos após entrar em emergência, tocávamos suavemente a pista do aeroporto de Miami.

Ao estacionar a aeronave, os fiscais do FAA e de manutenção não permitiram que abríssemos as portas até que pudessem fazer uma avaliação dos fatos. Dez minutos depois, entraram no cockpit para felicitar-me pela operação e dizer-me que ocorrera um curto-circuito geral na baia eletrônica, atingindo todos os sistemas.
Depois, levaram-me para ver, na cauda da aeronave, a assimetria absurda entre o upper e o lower rudder, o que explicava as violentas guinadas com tendências de afundar o nariz.

A minha tripulação constrangida não tinha muito o que falar, e um dos engenheiros de manutenção estava sendo assistido, porque não parava de vomitar, tamanho o estado de stress que atingiu durante toda a operação.

Sete horas de manutenção depois o N135CA estava de volta ao ar, estabilizado na aerovia, na proa do Brasil, onde por aproximadamente um ano prestou serviços.

Desta e de outras histórias ficou a minha grande admiração por esta aeronave, que permite ao piloto uma completa interação, com ela e com seus sistema, mesmo em condições extremas.

Aos colegas que ainda vivem o privilégio de comandar estes "monstros sagrados da aviação internacional", cabe a certeza que são invejados pela grande maioria dos aviadores, mesmo daqueles que voam máquinas eletronicamente mais sofisticadas e chamadas de última geração. Não tenham dúvidas: um 727 nunca os deixará na mão.


Jeferson Antunes Thó.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Foto do Dia (Semana A318)




GOL - Boa Vista - Manaus de ônibus!



A Gol Linhas Aéreas estrelou do último domingo o que deve ser uma das cenas mais absurdas do Apagão Aéreo Brasil - Edição 2008.
Ao chegar para ao aeroporto de Boa Vista (RR) para o embarque rumo a Manaus, os passageiros foram convidados a embarcar num ônibus, isso mesmo, num ônibus.

Como piada nunca é pouco no Brasil, depois de sobrevoar a BR-174 durante 15 horas a 1 pé de altitude, numa velocidade de cruzeiro de 60km/h, os passageiros foram deixados no aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus.
Afinal, a passagem era aérea.
E assim, finalmente, a Gol encarna uma das piadas mais antigas do mundo do transporte coletivo brasileiro: O “Grande Ônibus Lotado”.

Nota: Ao menos esse:

Terminal de Cargas de Brasília registra movimentação recorde


O Aeroporto Internacional de Brasília - Juscelino Kubitschek (DF) registrou novo recorde de movimentação no Terminal de Logística de Carga (TECA) no mês de novembro.
O movimento foi de 930 toneladas de mercadorias, o maior já registrado desde o início da atividade, em junho de 2004.

No acumulado entre janeiro e novembro de 2008, o peso liberado aumentou 457% em relação ao mesmo período do ano passado. O aumento deve-se principalmente à parceria firmada com concessionários locais e interestaduais. Os produtos mais movimentados foram aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos e medicamentos.

“A tendência é de que essa atividade continue crescendo, tendo em vista a previsão de operacionalização de novos parceiros, como forma de dar vazão a toda essa demanda atual e futura”, afirma o coordenador de Logística de Carga do aeroporto, Marcos Trindade.
Nota: Foto ilustrativa.

Fonte: Assessoria de Imprensa/Infraero.

Aeroportos e trens-bala: ministros reunidos a mando de Lula


A expansão do aeroporto de Viracopos, em Campinas, São Paulo, e a ligação, por trem de alta velocidade, entre o Rio de Janeiro e São Paulo devem sair do papel mais rapidamente. 

O presidente Lula determinou que, já na primeira quinzena de janeiro, os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, da Defesa, Nelson Jobim, e dos Transportes, Alfredo Nascimento, se reúnam com o prefeito de Campinas, Dr. Hélio Campos, para tratar da obra do aeroporto e do financiamento do trem, com estação prevista em Campinas. 


Fonte: JetSite

Atrasos e cancelamentos na Iberia penalizaram mais de 700 mil passageiros em Dezembro


Os atrasos e cancelamentos provocados por uma alegada “greve de zelo” dos pilotos da Iberia penalizaram, desde que a situação começou a ocorrer, este mês, mais de 700 mil passageiros.
Os pilotos negam ter em curso essa greve e culpam a companhia pela situação, alegando que a Iberia é que tem um número de efetivos insuficiente para a dimensão da operação.

Seja como for, o certo desde começos de Dezembro, e coincidindo com a negociação do contrato coletivo, mais de 700 mil passageiros sofreram demoras na hora de apanharem um avião da Iberia” passou de apenas 20% de voos atrasados para 70%.

Desde o início do conflito, cerca de cinco mil vôos sofreram atrasos e mais de 400 foram cancelados e que a Iberia teve de contratar a outras companhias uma centena de ligações.

O jornal escreve ainda que a situação não parece estar em vias de melhorar, uma vez que as negociações entre a companhia e o sindicato dos pilotos estão “bloqueadas”, dado que os pilotos não compareceram à reunião que estava prevista para o dia 23.

O jornal refere ainda que a Iberia acusa o sindicatos dos pilotos (Sepla) de querer incluir nas negociações aspectos que extravasam o âmbito da contratação colectiva, como por exemplo a possível fusão com a British Airways.

Fonte: PressTur.

Empresas aéreas não poderão ter mais descontos para o exterior


As passagens aéreas do Brasil para o exterior não poderão mais ter até 20% de desconto a partir de 1º de janeiro, como determina a Resolução 61 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), publicada no dia 20 de novembro.
No dia 24 desse mês, o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea) conseguiu do desembargador federal Jirair Meguerian, durante o plantão no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, a suspensão da vigência da portaria.
A decisão eliminou a possibilidade de qualquer desconto nas tarifas dos vôos internacionais, pelo menos até que nova decisão judicial seja tomada.

O Snea já tentara suspender o início dos descontos na 9ª Vara do Distrito Federal. Em seguida, entrou com agravo de instrumento para contestar a decisão no TRF, sendo atendido pelo desembargador, em despacho dado na tarde do dia 24.
O argumento formal apresentado pelas empresas áreas é de que o ato da Anac não foi precedido pela realização de audiência pública, conforme determina a lei que criou a agência.

"O principal é deixar claro que o sindicato insurgiu-se contra esta resolução pela forma como ela foi feita. Não se discute o mérito em si, porque a discussão deve ser feita na audiência pública.
O ato da Anac é ilegal porque não seguiu o preceito da lei que a criou, que determina a realização de audiência pública. Quando a Anac emite uma decisão dessa forma, está legislando e quem pode fazer isto é só o Congresso", explica o advogado Flávio Shegering Ribeiro.

A audiência, para Ribeiro, poderia fazer com que a Anac repensasse a forma de seu ato, alterasse ou até que não emitisse a Resolução 61, se tivesse subsídios para convencê-la que isto seria prejudicial à sociedade brasileira.

"À primeira vista, pode parecer que a resolução é benéfica, porque haveria descontos. Pode ser que sim, mas pode ser também que as empresas estrangeiras passem a praticar preços aviltantes, abaixo do custo (dumping), e fazer com que empresas brasileiras deixem de operar mercados internacionais, impedindo o país de gerar divisas e empregos", especula Ribeiro.
Assessores da diretoria da Anac comunicaram que a Agência só se manifestará após ter sido oficialmente informada sobre a decisão.


Fonte: JB Online.

Pernambuco pode ter vôo do Chile


Pernambuco poderá contar com mais um vôo internacional.

As secretarias de Turismo de Pernambuco e Alagoas estão negociando com a LAN Linhas aéreas a freqüência Santiago/Recife/Maceió.

De acordo com o presidente da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), José Ricardo Diniz, o vôo seria do tipo charter, operando duas vezes por semana.

“A nossa previsão é de que esta linha já comece a operar em janeiro trazendo novos turistas para o Estado”, afirmou.

De acordo com Diniz, no início do próximo ano, a Azul Linhas Aéreas também deverá iniciar suas operações em Pernambuco.

“A empresa está em processo de negociação e, até o Carnaval, a Azul já deve estar operando”, disse. A empresa já solicitou uma área no aeroporto internacional dos Guararapes para atuar na capital pernambucana.

No início deste mês, a companhia começou a voar, fazendo as rotas Campinas (SP) - Porto Alegre (RS) e Campinas (SP) - Salvador (BA). 


Fonte: Folha de Pernambuco.

Air Canada fecha empréstimo com GE Capital


A Air Canada anunciou que concluiu uma série de acordos de financiamento com a General Electric Capital Corporation, em um total que pode chegar a US$ 195 milhões.

A primeira parte do empréstimo (US$ 80 milhões) foi repassada à empresa aérea canadense na semana passada. O empréstimo vence em 2014. 

A segunda parte do empréstimo está prevista para janeiro. As duas partes somariam US$ 155 milhões.
Os US$ 40 milhões restantes viriam da venda de um 777, com seu posterior leaseback. 

O empréstimo faz parte da estratégia da AC de melhorar sua liquidez a curto e longo prazos.

Fonte: Panrotas.

Boeing vende jatos no Chile


A companhia chilena LAN negociou a compra de quatro jatos Boeing B767-316ER por US$ 636 milhões.

O contrato prevê opções de compra para dois exemplares adicionais do mesmo modelo a serem decididos até 2013.

Os quatro B.767 agora adquiridos devem ser entregues à companhia aérea em fevereiro, março e agosto de 2012.

Esta decisão porém vai adiar a confirmação da encomenda de aviões B.787 do mesmo fabricante norte-americano.

Fonte: 

Aeroporto da Madeira com grande afluência


A afluência no aeroporto do Funchal já se começa a sentir com a chegada do fim de ano. No dia de hoje, irão passar por aquela infra-estrutura cerca de 14 mil passageiros num total de 109 movimentos, pousos e descolagens, efetuados por 55 aviões. 
No total, as companhias aéreas que voam para este destino contam para o dia de hoje com 17.323 lugares, não havendo por isso lotação esgotada nas aeronaves.
O aeroporto da Madeira tem capacidade para 14 movimentos por hora, pelo que as operações programadas para hoje não se aproximam da sua capacidade máxima.
Entre 16 e 19 de Dezembro registou-se um acréscimo de pousos e descolagens coincidindo com o início das férias de Natal, sobretudo para os estudantes que frequentam universidades no continente, que se repete nos dias anteriores ao fim-de-ano. 
O regresso ficará distribuído entre os próximos dias 2 e 6 de Janeiro.

Fonte: Opção Turismo.

Volaris é parabenizada pela IATA


A empresa tipo "low fare" mexicana Volaris foi parabenizada pelo organismo internacional IATA como exemplo latino-americano de companhia aérea "verde", preocupada com declarações e ações na luta pela preservação do meio ambiente.

Essa luta vem sendo levada à frente pelo seu CEO, Ennrique Beltranena.

Fonte: Aerobusiness.

Brasil ganha mais um megaevento aeronáutico : 2º EGAV - Voa Bauru 2009


Já começaram em Bauru os preparativos para a Segunda Edição do megaevento aeronáutico, EGAV/ VOA BAURU, acontecimento que atraiu as atenções de todo o país neste ano e que será realizado no final do mês de abril e início de maio, em 2009.

Depois de estrear com grande sucesso, em abril de 2008, os organizadores prometem aperfeiçoar ainda mais o empreendimento na segunda versão, ampliando a sua infra-estrutura e diversificando a sua programação que deve englobar também as festividades de 70 anos de aniversário do Aeroclube de Bauru, sede oficial do evento aeronáutico.

A idéia é consolidar o evento como uma das mais importantes iniciativas do segmento aéreo da América Latina, tornando o acontecimento um marco turístico anual na cidade de Bauru que, desde a década de 60, é considerada “a capital nacional do Vôo a Vela”.

Durante a semana de 24 a 27 de abril deste ano o EGAV/VOA BAURU, teve a participação de um público total de mais de 70 mil pessoas, sendo quase 2 mil inscritos e convidados ligados à atividade da aviação, participantes de palestras e workshops, visitantes da feira técnica, convidados das confraternizações, homenagens e coquetéis, incluindo a ilustre presença das Gerências Regionais da ANAC, militares e autoridades de todo o Brasil.

O grande público, procedente de várias cidades e estados do país, lotou os hotéis da cidade, atraído pela proposta inédita de entretenimento e reciclagem de segurança de vôo, veiculado publicitariamente em toda a mídia nacional.

No momento em que o Aeroclube de Bauru comemora 70 anos e se confirma como um grande celeiro na formação de pilotos profissionais e amadores e uma escola de excelência, muitos destes atuando em importantes companhias aéreas, na aviação privada e esportiva, o evento torna-se um marco regional e nacional.

Para a organização geral do EGAV / VOA BAURU 2009, uma Comissão Técnica foi montada com o objetivo de projetar todas as estratégias de segurança e infra-estrutura global, necessárias à consolidação do megaevento que envolve as principais Secretarias Municipais da cidade, a Prefeitura Municipal de Bauru, além das instâncias policiais da cidade, bem como as organizações de Saúde, as instituições de controle aeroportuário, trânsito, segmentos de alimentação, hospedagem, entre outros.

A curadoria oficial do EGAV/ VOA BAURU 2009 já está se formalizando, sendo convidadas importantes personalidades da aviação nacional, incluindo os descendentes de Santos Dumont, para integrar o seleto grupo dos conselheiros da chancela de qualidade do empreendimento.

Em 2009, com a ampliação do evento, das áreas de exposição, quiosques, camarotes e arquibancadas, além de uma programação ainda mais ampla, atraente e focada em aviação, a organização já contabiliza o apoio oficial do Prefeito Municipal de Bauru eleito, Sr. Rodrigo Agostinho e de diversas forças vivas da aviação brasileira, como o fundador da EMBRAER Ozires Silva e o primeiro astronauta brasileiro, o bauruense Marcos Pontes, que assinaram ofício solicitando à ANAC a sua participação na versão 2009 em Bauru.

A agenda de palestras informativas, workshops de segurança de vôo e stands especializados para visitação dos profissionais, estão sendo organizados seguindo os parâmetros de atualização indicados pelos especialistas. A divulgação segmentada dessa categoria de público deverá ocorrer a partir de janeiro, vez que a adesão dos interessados, apesar de gratuita, é limitada em função do número de vagas disponíveis (cerca de 450).

EGAV / VOA BAURU 2009

30 de abril a 3 de maio 2009
Aeroclube de Bauru
Realização : Aeroclube de Bauru e Grupo Cidade de Comunicação
Apoio : Prefeitura Municipal de Bauru

Entrada Franca ao público visitante

Agenda especial de palestras, área vip de acesso e atividades para os profissionais da aviação – dependentes de inscrição antecipada.

Mais informações e contatos com a organização do evento : Ursula
Telefones : (14) 3227-6864 e 8125-6872
E-mail : ursula@egavbauru.com.br
Fonte: Aviation Online.

Foto do Dia (Semana A318)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Da série F#*@% Tudo!!!





Miami eleito o aeroporto do ano


A Transportation Security Administration dos Estados Unidos nomeou o Aeroporto Internacional de Miami como "Aeroporto do Ano", em reconhecimento pelas sucessivas medidas que vem adotando para garantir a segurança do transporte aéreo.

E isso foi conseguido mesmo mantendo excepcionais níveis de cortesia e atendimento aos seus usuários.


Fonte: Aerobusiness.

Vem recebe certificação da Airbus para reparo do Rudder do A310


A Vem Manutenção & Engenharia foi selecionada pela Airbus como única oficina autorizada na América Latina para realizar reparo do leme da frota Airbus A310.

A capacidade técnica da Vem foi fator determinante para a seleção e certificação da empresa. Outro ponto que somou positivamente foi a "Sala Branca" (câmara com controle ambiental: temperatura, umidade relativa do ar e de partículas em suspensão), que a Vem possui, com capacidade para comportar um leme de A310 e que atende a todas as normas de controle da Airbus.


O curso foi realizado de 20 a 31 de outubro nas instalações da Airbus, em Stade, na Alemanha. A Vem enviou uma equipe com três integrantes (técnicos/engenheiros), da Área de Estruturas Compostas, para o treinamento e multiplicação do treinamento na empresa.

O curso foi focado nos aspectos teóricos e práticos da construção e reparo dos lemes da frota A310, incluindo pontos chaves do processo tais como a indução de delaminações e descolamentos, em função da presença de umidade, defeitos, estes, que reduzem a integridade estrutural destes componentes.


Fonte: Mercado & Eventos.

SAA quer trocar toda a frota


A South African Airways anunciou planos para trocar toda a sua frota atual até 2020 e deve selecionar um único fabricante (fornecedor) para encomendar as aeronaves que deseja.

A atual frota de seis Airbus 340-300 e nove A340-600 deverá ser assim substituída por novos jatos Airbus A350 ou Boeing B.787.

Por outro lado os contratos de leasing cobrindo os 17 jatos Boeing B.737-800 expiram em 2010 e 2011, e não deverão ser renovados. P

ara substitui-los a companhia africana deseja aviões mais modernos e econômicos.


Fonte: Direto da Pista.

Nova Alitalia lança publicidade para reconquistar clientes


A Nova Alitalia, controlada por um consórcio de empresários italianos desde o início do mês de dezembro, lança nesta semana uma ofensiva publicitária para reverter os números negativos que a companhia enfrenta.

A companhia aérea comprou a última página dos principais jornais italianos desta segunda-feira, em uma campanha que destaca "a nova partida" da companhia.

"Em 13 de janeiro, da união da Alitalia e da AirOne, nasce a sua companhia aérea", afirma o texto, reiterando que a empresa possui "os valores da melhor tradição aeronáutica italiana".

A campanha esclarece que o novo programa de vôos estará disponível aos clientes a partir de 13 de janeiro e garante que as passagens já compradas continuam válidas para todas as conexões Alitalia e AirOne, assim como as milhas acumuladas em programas de fidelidade. A publicidade faz parte do plano de resgate da companhia aérea italiana, que já anunciou também a venda de aviões e o corte de funcionários como medidas para se tornar mais competitiva.

Enfrentando sérias dificuldades financeiras, a Alitalia foi vendida para um consórcio de empresários italianos denominado CAI no início de dezembro e ainda negocia uma eventual parceria com um sócio estrangeiro.


Logo após a assinatura da compra, o administrador da CAI, Rocco Sabelli, anunciou que o plano para a nova Alitalia é de "desenvolvimento sustentável", acrescentando que "é melhor menos aviões cheios do que muitos aviões vazios".


Segundo a Entidade Nacional da Aviação Civil italiana (Enac), a ocupação média dos vôos da Alitalia é atualmente de 40%, enquanto o índice registrado pelas demais companhias é de 70%.

A própria Alitalia chegou a registrar no passado ocupação média de 76%.


Fonte: DAN (Desastres Aéreos News).

Aer Lingus abre base em Gactwick


A companhia de baixo custo irlandesa vai abrir a sua primeira base operativa, fora da Irlanda, no aeroporto londrino de Gatwick, o que vai criar 120 novos postos de trabalho.

Esta novidade representa um investimento de 114 milhões de euros. A Aer Lingus vai começar com quatro aparelhos A320 neste aeroporto, mas o objetivo é duplicar o número de aviões no prazo de 12 meses.

Ao final deste tempo, a transportadora espera ter transportado 2,5 milhões de passageiros. Outros objetivos apontam para quem num futuro não tão próximo, sejam operadas rotas de longo curso a partir desta base londrina.


O anuncio da base vem também acompanhado do lançamento de novas rotas, com partidas de Gatwick. São elas para Málaga, Munique, Niza, Viena, Knok, Faro e Zurique.


“As operações em Gatwick vêm complementar os nossos serviços existentes fora de Londres Heathrow, e posicionar a Aer Lingus para o crescimento à medida que abrimos novas rotas e bases nos anos futuros”, comentou Dermot Mannion, CEO da transportadora, sobre este projeto.


Ao apostar em Gatwick, a Aer Lingus vai confrontar-se com um concorrente de peso, trata-se da easyJet.

Fonte: Publituris.

Gol será Multada em até R$ 2 Milhões por causa dos atrasos em vôos


A Gol será punida com multas entre R$ 2 mil e R$ 2 milhões por conta dos atrasos em vôos neste fim de ano. A informação foi divulgada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

De acordo com a diretora-presidente do órgão, Solange Vieira, no próximo dia 4 um relatório apontará as infrações cometidas pela empresa.
“Nossa operação especial de fim de ano começou no dia 19 de dezembro e vai até o dia 4 de janeiro quando vamos produzir relatórios de auto de infração contra todas as companhias que tiveram problemas", disse Solange.

"Certamente, a Gol tem apresentado desvios em relação à média de atrasos de outras companhias e nós temos identificado mais problemas nessa companhia”, afirmou. "

Fonte: Estado de Minas.

Air France diminui operação entre Paris e Chile


Em 2009 a Air France vai diminuir de sete vôos semanais para cinco vôos semanais a freqüência entre Paris e Santiago, no Chile.

Motivo: a crise mundial. No entanto, o serviço continuará sendo realizado com o Boeing 777-200ER.


A medida foi anunciada pelo novo gerente geral da companhia francesa no Chile, Thibaud Morand, em entrevista ao jornal chileno Diario Financeiro.


Morand disse que acredita na recuperação do mercado e espera retornar com os vôos diários em 2010.


Fonte: Panrotas.

Confira a situação dos principais aeroportos brasileiros


De 9h às 10h desta segunda-feira, o índice de atraso de vôos nos aeroportos da rede Infraero registrou:

4,9% em Brasília;

1,5% em Congonhas (SP);

2,7% em Guarulhos (SP);

O Galeão (RJ) registrou 3,7% de atrasos no período.


Dos 627 vôos programados de 0h às 10h, 7% sofreram atrasos.

Durante o dia, de 0h às 17h, no Aeroporto de Brasília, dos 41 vôos programados, 12,2% atrasaram.

Em Congonhas (SP), dos 65 vôos programados, 1,5% registraram atraso.

Em Guarulhos (SP), dos 73 vôos programados, 8,2% atrasaram.

No Galeão (RJ), dos 54 vôos programados, 16,7% sofreram atraso.

DATA: 29/12/2008 - segunda-feira (última atualização 10:00h)

Fonte: Infraero.

Foto do Dia (Semana A318)

domingo, 28 de dezembro de 2008

Japan Airlines prevê corte de até US$ 1,1 bi em investimentos


A companhia aérea JAL (Japan Airlines) informou que pode reduzir em até um quarto seus investimentos até março de 2011, devido à queda na demanda por vôos internacionais.

A JAL havia feito uma previsão de 419 bilhões de ienes (cerca de US$ 4,6 bilhões) para a compra de aviões e outros investimentos para o período. Com o corte, essa previsão pode cair em cerca de 100 bilhões de ienes (US$ 1,1 bilhão).

A empresa vem reavaliando seus planos de negócios e informou que considera reduzir as aquisições de aviões novos para substituir os mais antigos em uso.

A atualização dos planos da empresa, que pode já incluir a mudança no orçamento, deve ser feita em fevereiro de 2009, segundo um porta-voz da empresa.


Fonte: FolhaNews.

SATA Internacional tem seis mil lugares "discount"


A companhia SATA Internacional já vendeu 1,3 mil lugares da tarifa SATA Discount lançada em Novembro para viagens de residentes nos Açores em Janeiro e Fevereiro e “tem ainda disponíveis, para estes dois meses, seis mil lugares”, informou a empresa.

A SATA indica que essa tarifa permite aos residentes nos Açores viajarem entre a Região e o Continente ou a Madeira, por 146 euros (ida e volta, já com taxas), o que representa um “desconto de mais de 50 % em relação à tarifa normal (tarifa Hiper Flexível)”.

O comunicado da empresa açoriana faz a retrospectiva do lançamento da SATA Discount, observando que “surgiu no âmbito da recente flexibilização tarifária levada a cabo pelas transportadoras SATA” e indicando que, quer a SATA Internacional quer a SATA Air Açores, “procuraram implementar, em todas as suas rotas, mas com especial incidência nas rotas domésticas, uma matriz tarifária que procura endereçar as diferentes necessidades dos distintos segmentos de passageiros, de forma a estimular os fluxos de passageiros transportados”.

As companhias do grupo SATA passaram assim a disponibilizar “ao longo do ano, e na maioria dos seus vôos, pelo menos quatro classes de reservas distintas, adaptadas aos diferentes perfis de passageiros”, que vão de “tarifas mais econômicas, às tarifas hiper-flexíveis”, nas quais “alterações, reservas de última hora e outros privilégios são livres de encargos adicionais”.

Fonte: DAN (Desastres Aéreos News).

Gol promete atender exigências da Anac e reforçar equipe para o Ano Novo


A Gol afirmou, por meio de nota, que vai atender prontamente a todas as solicitações feitas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) feitas à companhia durante reunião realizada na tarde desta sexta-feira. A empresa aérea comunicou ainda que vai reforçar a equipe para o fim de ano, fazendo remanejamento de funcionários para atender os passageiros.

Entre as exigências feitas pela Anac, estão ocupar todas as posições de check-in nos aeroporto Tom Jobim, no Rio. Além disso, a empresa deve reforçar o atendimento aos passageiros nos horários de pico nos terminais de Cumbica, em Guarulhos (SP); Juscelino Kubitschek, em Brasília; e Tom Jobim.

Devido aos atrasos nos últimos dias, a Anac informou que a companhia aérea, responsável pela maior incidência, será multada.

Segundo a Gol, os atrasos ocorridos nesta sexta-feira nos vôos da empresa no aeroporto de Confins foram ocasionados pelo mau tempo, mas a situação foi normalizada no início da tarde. De acordo com a companhia, o relatório estatístico divulgado pela Infraero (estatal que administra os aeroportos do país) às 17h registrava índice de atrasos de apenas 4,9% nos vôos da empresa entre 16h e 17h.

A empresa diz na nota que, apesar dos índices gerais de atraso ao longo do dia, a situação nos aeroportos está sob controle. "Não há caos aéreo", afirma o comunidado. De acordo com a empresa, o tempo médio de atraso nos vôos da companhia é de 45 minutos.

Atrasos

No último balanço divulgado pela Infraero, a Gol apresenta atrasos em 41,8% dos 491 vôos programados pela empresa em todo o país. A Varig é a segunda companhia com maior índice de atraso, afetando 42 (32,8%) dos vôos.

Desde o último fim de semana, a Gol tem registrado grande índice de atrasos em todo o país, chegando a ser responsável por 61,5% dos atrasos registrados na terça-feira (23). Por conta disso, a empresa foi notificada pelo Procon-SP como forma preventiva.

Em todo o país a Infraero aponta atrasos em 364 (22,6%) dos 1509 vôos programados desde as 0h até as 18h. Os cancelamentos somam 148 (9,2%) vôos.

O maior registro de atrasos acontece no aeroporto de Confins (MG), que foi fechado devido ao mau tempo entre as 15h30 e as 15h50. Os pousos e decolagens já tinham sido interrompidos pela manhã, entre as 4h30 e as 7h55 desta sexta-feira. Até as 18h, os atrasos já tinham afetado 41 (55,4%) dos vôos programados. Outros 11 (14,9%) foram cancelados.

Em Congonhas, nesta sexta-feira, os atrasos atingem 37 (17,6%) dos vôos e 35 (16,7%) foram cancelados. Em Guarulhos eram registrados 31 atrasos (18,1% dos 171 previstos) e apenas três cancelamento.


Fonte: Folha Online.

Argentina já oficializou expropriação da Aerolíneas Argentinas e da Austral


A lei que expropria as companhias aéreas argentinas Aerolíneas Argentinas e Austral ao grupo Marsans, bem como determina uma investigação ao passivo das duas transportadoras, já foi publicado no Boletim Oficial do Estado Argentino.

O diploma estabelece que o Executivo argentino se encarregará de cobrir as necessidades financeiras das empresas e dá um prazo de 180 dias para ser apresentado ao Congresso um “Plano geral de negócios, estratégico e operacional de médio e longo prazos”.

A avaliação do Governo argentino indica um passivo de 890 milhões de dólares que a lei determina seja discriminado entre “os passivos gerados pelas operações normais das empresas” e os que “possam ter sido originados por operações fraudulentas ou que resultaram de má gestão dos administradores”.


Fonte: Presstur.

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