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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Azul, Webjet e NHT disputarão slots para voos em Congonhas



As companhias aéreas Azul, Webjet e NHT, a última com voos regionais no Sul do país, foram habilitadas para participar no próximo dia 1° da redistribuição de slots do aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do Brasil, junto com as empresas que já operam no local -Gol, TAM e OceanAir. 

Segundo comunicado da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável pela redistribuição dos horários de pousos e decolagens, Trip e Pantanal ficarão fora do processo por não terem atingido os índices mínimos de 80% em regularidade e pontualidade, mas podem recorrer no prazo de cinco dias. 

"A redistribuição dos slots vai permitir que mais empresas operem no aeroporto mais rentável do país", informou a Anac em comunicado hoje.


A escolha dos slots acontecerá em Brasília e será feita pelas próprias empresas, na ordem em que serão sorteadas pela agência. As companhias que já operam em Congonhas são as primeiras a escolher e, pela ordem do sorteio já realizado, a OceanAir sairá na frente, seguida de Gol e TAM. 

Azul, Webjet e NHT ainda passarão por sorteio. 

No processo de escolha, as empresas selecionam um horário de pouso e outro de decolagem (um par de slots), assim como a frequência dos voos na semana, até esgotar a oferta. 

Após a escolha dos slots, as companhias aéreas terão 30 dias para iniciar os voos, do contrário os slots serão redistribuídos em uma nova sessão, informou a Anac. 

A agência afirmou que apesar do aumento do número de empresas, Congonhas manterá o limite de pousos e decolagens estabelecido em 2007, após o acidente com o voo da TAM que matou 199 pessoas. 

Assim, o aeroporto na capital paulista seguirá, no máximo, com 30 pousos ou decolagens por hora para a aviação regular. 

A Anac anunciou em meados de dezembro que iria redistribuir 412 slots de Congonhas após ter avaliado a regularidade com que os voos eram feitos pelas empresas aéreas que tinham o direito sobre esses pousos e decolagens. 

A maioria dos slots (317) são aos sábados e domingos e estão disponíveis por não serem usados por nenhuma companhia aérea, conforme a agência reguladora.

Fonte: 12 Horas Aéreas.
Photo by: Aeroblog - Montagem.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Aviação perde status, renda e enfrenta turbulência



Milhões de gaúchos e brasileiros não se conformam, até hoje, com o fim da “velha” Varig. 

Aquela que cruzava os céus do Brasil, das Américas, da Europa, e chegava até Tóquio. Paradoxalmente, a qualidade dos serviços da Varig, além de um visionário e ousado plano de participação trabalhista através da Fundação Ruben Berta, não permitiu que as nuvens de tempestades que estavam no horizonte aparecessem nos radares da Pioneira a tempo de desviar do mau tempo à frente. 

Em meados dos anos de 1990 as empresas conhecidas como “low cost, low fare”, ou custo baixo, tarifa baixa, começaram a ter a preferência. Da mesma forma, a venda de bilhetes pela internet, o parcelamento nos cartões de crédito e um serviço de bordo bem limitado tornaram grandes gigantes da aviação pesados demais. 



Agora, a Japan Airlines pediu concordata, com uma dívida de US$ 3,77 bilhões. Mas as empresas de custo baixo proliferaram de tal maneira que muitas quebraram. No Brasil, o mercado foi aberto; hoje o governo permite até 49% de participação acionária estrangeira e milhões que jamais viajaram de avião frequentam os aeroportos de bermudas e chinelos de dedo. 

Isso seria impensável nos voos até os anos de 1970, quando mulheres com chapéus e homens de terno e gravata ocupavam as poltronas nos Constellations, nos Caravelles ou Boeings 707 e 737. 





Dominam os ares nacionais a TAM, a Gol, a Webjet e a novata Azul, que opera apenas equipamentos da Embraer, orgulho aeronáutico do País, com 244 aeronaves entregues em 2009. 

Porém, se no Brasil o céu está para brigadeiro, o mesmo não ocorre no resto do mundo. A Associação Internacional de Transporte Aéreo, Iata, na sigla em inglês, elevou para US$ 5,6 bilhões a previsão de prejuízo líquido do setor aéreo em 2010. 

Em 2009, as companhias aéreas do mundo perderam US$ 11 bilhões. Entre 2000 e 2009, foram US$ 49,1 bilhões, o que dá uma média de US$ 5 bilhões por ano, disse o diretor-geral da Iata, Giovanni Bisignani. 



Porém, as cinco maiores empresas de aviação comercial no Brasil esperam um 2010 melhor do que 2009, mas suas perspectivas são bem diferentes. Enquanto as duas grandes, TAM e Gol/Varig, que ainda controlam 86% dos voos domésticos, preveem um crescimento acompanhando a evolução natural do setor de 2,5 vezes o PIB, as menores, WebJet, Azul e OceanAir, estimam um avanço acima de 30%. 

Acompanhando este crescimento, um aumento de tarifas é esperado por todas, entre 10% e 20%. No ano passado, os preços médios dos bilhetes chegaram a cair mais de 50% ante o pico de 2008. O movimento nos aeroportos ficará, no mínimo, 12% maior que o de 2009, com uma alta de 16% a 17% na demanda do setor. 



A Iata, que representa 230 companhias responsáveis por 93% do tráfego aéreo internacional, prevê que a receita combinada das operadoras em 2010 subirá US$ 22 bilhões, para US$ 478 bilhões. Esse montante ainda é inferior ao pico de US$ 535 bilhões atingido em 2008 e US$ 30 bilhões abaixo dos níveis de 2007. 



O tráfego de passageiros deverá crescer 4,5% em 2010 e 2,28 bilhões de pessoas voarão, em linha com o pico de 2007. A demanda por transporte de carga deverá aumentar 7%, para 37,7 milhões de toneladas, quando a expectativa anterior era de aumento de 5%. A Iata calcula que 1,3 mil aviões deverão ser entregues em 2010, o que contribuirá para um aumento de 2,8% da capacidade global e continuará pressionando os retornos. 



O setor não pode enfrentar a perda crescente do status quo. A próxima década tem de facilitar a consolidação. Ou, então, teremos outras falências. Desgraçadamente.

Fonte: Jornal do Comércio (Porto Alegre).
Photo by: Lisarb - Aeroblog/Andrew Hunt/Máquinas Voadoras/Guilherme Bystronski/Paulo João Pianaro/Flávio Guerra/Sky Member.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Em 2010, só Web


O presidente da Webjet anunciou que já está em estudo a mudança da marca.

A companhia aérea passaria a se chamar apenas Web e teria três letras como as outras empresas pertencentes ao Grupo CVC – CVC (operadora) e GJP (hotéis).

"Queremos facilitar nossa comunicação com o mercado de turismo tanto nacional como internacional", salientou.


Guilherme Paulus informou que não há previsão de abertura de novas rotas para 2010. No entanto, aguarda ansiosa para a liberação de slots da Pantanal Linhas Aéreas no aeroporto de Congonhas (SP)

"O sonho da Webjet é voar em Congonhas. São, ao todo, 16 slots e iremos buscar nossa parte", disse.

Hoje, a Webjet opera em 10 capitais brasileiras com 20 aeronaves.


Fonte: Mercado e Eventos
Photo by:

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