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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Lufthansa desiste de voar com biocombustível



Depois de mais de mil voos com biocombustível, a companhia aérea alemã Lufthansa volta a abastecer suas aeronaves com querosene comum. O problema: não existe bioquerosene suficiente para atender a demanda.

O voo do Boeing 747 de Frankfurt para Washington na sexta-feira (13/01/12) foi o último de uma série de voos experimentais da Lufthansa com bioquerosene. Desde julho de 2011, as aeronaves da maior companhia aérea alemã voaram exatamente 1187 vezes com biocombustível entre Frankfurt e Hamburgo.

Com isso, a Lufthansa evitou a emissão de 1,5 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2), segundo dados da própria companhia. Só no voo para Washington seriam economizadas 38 toneladas de gases causadores do efeito estufa em comparação com o querosene fóssil.

A busca da Lufthansa e de outras companhias aéreas por alternativas não tem apenas razões econômicas. Desde o início de 2012, a União Europeia obriga todas as companhias aéreas a comprovarem direitos de emissão de CO2 através de créditos de carbono para voos com origem ou destino na Europa. Em outras palavras: quanto mais CO2 o voo emitir, mais caro ficará para a companhia.

Biocombustível insuficiente

O teste foi considerado bem-sucedido pela Lufthansa. "O biocombustível mostrou-se adequado para o uso diário", disse Joachim Buse, responsável da empresa pelo projeto. Mesmo assim, a Lufthansa vai voltar a abastecer suas aeronaves com querosene fóssil, simplesmente porque não existe bioquerosene suficiente no mercado.

Para produzir biocombustível, precisa-se de biomassa, que no caso da Lufthansa são óleos vegetais, e também de gordura animal. No entanto, faltam usinas para produzir bioquerosene, diz Arne Roth, da empresa Bauhaus Luftfahrt, referência na indústria da aviação com sede em Munique. "Elas são diferentes das unidades para produzir biodiesel", explica Roth.

Somente quando houver refinarias suficientes em operação, "em um futuro próximo", o bioquerosene poderá ser introduzido na aviação "em determinada quantidade". Quanto exatamente, vai depender também do preço. "É preciso naturalmente cobrir os custos", diz o pesquisador.

Alimentos ou combustível?

Organizações ambientalistas, no entanto, criticam a utilização de bioquerosene na aviação. "As terras cultiváveis em todo o mundo são escassas", diz Gesche Jürgens, do Greenpeace. Segundo ele, o mundo precisa escolher se vai cultivar alimentos ou combustíveis. "Se nos decidirmos pelos alimentos, precisaremos de novas terras para os combustíveis. E para isso normalmente florestas são derrubadas ou terras são cultivadas às custas da natureza", diz Jürgens.

Para evitar os danos ao meio ambiente, a Lufthansa pretende utilizar apenas biocombustíveis cuja sustentabilidade seja garantida. "Nós só começaremos a utilizar bioquerosene se pudermos assegurar o abastecimento de matérias primas certificadas na quantidade exigida", assegura Joachim Buse. 

Contudo, nem todos os certificados são confiáveis, diz o especialista do Greenpeace. "É preciso olhar com cuidado e perguntar: esses sistemas de certificação têm realmente serventia ou são apenas uma farsa? E este geralmente é o caso das certificações atuais, infelizmente."

"Combustíveis comuns são melhores para o meio ambiente"

Ainda mais fundamentada é a critica de Jürgen Schmid, diretor do Instituto Fraunhofer para Engenharia de Energia, em Kassel. Ele considera "ilusão" o argumento de que os biocombustíveis poupam o meio ambiente.

A biomassa pode servir para o aquecimento de edifícios, mas não como combustível para veículos e aeronaves, diz. "Quando se fabricam combustíveis a partir de biomassa, no fim do processo se tem apenas 50% da energia contida na biomassa original. O resto se perde no dispendioso processo de refinamento 

A Lufthansa enfatiza que o bioquerosene poupa cerca de 50% de CO2 em comparação aos combustíveis fósseis. No entanto, são necessárias quantidades imensas de biomassa para encher um tanque de avião com querosene.

Considerando a escassez mundial de terras cultiváveis, observa Schmid, os biocombustíveis mais prejudicam do que ajudam o meio ambiente. "Uma pessoa colabora mais com a natureza ao consumir combustíveis tradicionais." Muito mais promissores, segundo ele, seriam novos processos para converter a energia eólica em gás combustível.

Seja como for, a Lufthansa parece não querer apressar as coisas. Os próximos dois anos serão dedicados apenas à avaliação dos resultados obtidos com o bioquerosene nos últimos meses.

Fonte: Direto da Pista.
Photo by: Lufthansa.

terça-feira, 16 de março de 2010

Boeing prepara avião da GOL com tinta livre de cromo


Com o objetivo direto de redução no impacto ambiental, a  Boeing  completou a pintura do novo avião de corredor único, 737-800, da GOL Linhas Aéreas com a aplicação do primer livre de cromo um item da decoração externa da aeronave.  A GOL é a primeira linha aérea das Américas e a primeira operadora de 737s a fazer parte do programa de avaliação.

Além  do esforço para simplificar os quesitos de saúde e segurança, um primer livre de cromo reduz o impacto ambiental da tinta durante o processo de descasque.  O uso do primer elimina a necessidade de áreas específicas para o seu descarte e o manuseio especial da tinta, bem como sua limpeza. Tais vantagens também ajudam quando a aeronave é preparada para a repintura..

O cromo – tecnicamente conhecido como cromo hexavalente – é considerado um carcinogênico e seus níveis de exposição são altamente regulados.


Fonte: BrasilTuris
Photo by: AE.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Novidades no A380 da Singapore


A companhia aérea Singapore Airlines e a Airbus lançaram um procedimento de decolagem aprimorado para o jato Airbus A380, que economiza mais combustível, emite menos CO2 e mantém o modelo dentro dos rígidos limites de ruído impostos pelo Aeroporto de Heathrow, em Londres. 

Este procedimento economiza 300kg adicionais de combustível por voo, o que corresponde a uma tonelada métrica de emissões de CO2 em um voo para Cingapura, bem como reduz as emissões de óxidos de nitrogênio. 

Agora, os aviões A380 que partem de Heathrow utilizam menos potência na decolagem, economizando combustível e reduzindo as emissões. 

Uma vez atingida a altitude de 1.500 pés, a aeronave utiliza uma aceleração flexível até os 4.000 pés antes de continuar a viagem.

Fonte: Mundo Aero.
Photo by: Google Image.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

British: Lixo em combustível



A companhia aérea britânica British Airways anunciou a construção da primeira fábrica européia que transformará resíduos sólidos em combustível para aviação. 
 
O lixo com alto teor de carbono será introduzido em um gaseificador de elevada temperatura e submetidos a processo químico de geração de biocombustível. 
 
Cerca de meio milhão de toneladas de lixo produzirá anualmente 72,8 mil metros cúbicos de combustível. A fábrica ficará pronta em aproximadamente quatro anos.


Fonte: Revista IstoÉ.
Photo by: klickeducacao.com.br

domingo, 6 de dezembro de 2009

Protótipo de avião solar decola na Suíça

Objetivo da 'Solar Impulse' é dar volta ao mundo em 2012.
Aeronave tem a mesma extensão de asas de um Jumbo.

O protótipo da aeronave movida a enegia solar e batizada como 'Solar Impulse' decolou nesta quinta-feira (3) pela primeira vez com o piloto de testes Markus Scherdel, no Aeroporto de Duebendorf , nas proximidades de Zurique, na Suíça.

O objetivo dos criadores da aeronave, que tem a extensão de asas de um Jumbo, é testar a viabilidade de completar um voo de dois dias e uma noite utilizando apenas a energia solar e preparar o caminho para um objetivo mais ousado: completar a volta ao mundo em cinco etapas, em 2012.

Fonte: G1.
Photo by: AFP PHOTO: Fabrice Coffrini.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

EasyJet exige legislação para aviões menos poluentes


A easyJet, companhia de aviação low cost, líder na Europa e 2ª companhia em Portugal, tornou-se ontem, a primeira companhia de aviação a pedir fortes parâmetros na emissão de gases, obrigatórios para todos os aviões, que levariam a uma redução de 40% nas emissões de CO2 durante a próxima geração de aeronaves.

Em discurso, em uma conferência de imprensa em Londres, Andy Harrison, Chief Executive da easyJet revelou que "a aviação necessita de uma solução global".

"O primeiro instinto dos governos é taxar, mas isto não produz aviação sustentável, uma vez que o crescimento da indústria está concentrado na China e na Índia. A tecnologia transformadora está a um passo, e precisamos de legislação forte sobre os parâmetros de emissões para que esta possa ser desenvolvida mais rapidamente", acrescentou Andy Harrison.

Segundo o comunicado enviado à TVNET, a easyJet exige uma "legislação para aviões mais limpos, para impedir que a indústria voe com aviões velhos e ineficientes". "Se tivermos aviões menos poluentes e colocarmos em terra os old smokers, podemos reduzir as emissões globais da indústria e enfrentar o problema das alterações climáticas de frente", informou o chief Executive da easyJet.

A easyJet propõe que até 2015 todos os novos aviões tenham de cumprir os parâmetros, que até 2024 as companhias não possam adicionar à sua frota novos aviões que não cumpram os parâmetros e porpõe ainda que até 2030 as companhias não possam operar aviões que não cumpram os parâmetros.

A easyJet tem sido líder no campo das políticas ambientais, e esta chamada à acção surge na véspera do lançamento do relatório sobre aviação da Comissão para as Alterações Climatéricas do Reino Unido, e da Cimeira de Ambiente de Copenhaga onde a inclusão da aviação num acordo pós Quioto, faz parte da agenda.

A easyJet tem atualmente 182 aviões em oparação em 445 rotas entre 112 aeroportos, em 28 países diferentes. A companhia transportou 45 milhões de passageiros nos últimos 12 meses.

Fonte: TV Net.
Photo by: Luis Rosa.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

IATA: Biocombustível em 2010


A IATA indicou na sexta-feira passada, que deve aprovar a utilização de biocombustíveis em voos comerciais em 2010, para tentar reduzir as emissões de dióxido de carbono da indústria.

O chefe de iniciativas ambientais da Iata, Paul Steele, afirmou à imprensa em Nova Délhi que o biocombustível receberia a certificação necessária para ser utilizado em voos comerciais no final do próximo ano.

A certificação da Iata é vista como o primeiro passo técnico que pode eliminar algumas das incertezas dos investidores sobre o uso de biocombustíveis de alta qualidade na aviação.

"Pela primeira vez o transporte aéreo tem a possibilidade de uma alternativa ao combustible tradicional", disse por sua vez o diretor geral da Iata, Giovanni Bisignani.

A Iata considera que o biocombustível na aviação pode reduzir as emissões de dióxido de carbono em 80% e economizar 600 kg de emissões por voo em um avião Boeing 747-400.

Paul Steele indicou que recentes voos de teste, realizados para "desvincular o crescimento do tráfego aéreo do aumento de emissões, mostraram que o biocombustível e o combustível tradicional podiam ser misturados sem a modificação dos motores dos aviões".

Mas as companhias aéreas enfrentam o desafio de controlar seus custos e procurar biocombustível sem afetar a produção de alimentos, acrescentou.

Os mais críticos com os biocombustíveis afirmam que seu desenvolvimento afeta a produção de alimentos e as reservas de água.

Os biocombustíveis são a solução contra o aquecimento climático, mas na realidade pode agravá-la por incentivar o desmatamento, cujo impacto não é levado em conta pelas principais leis sobre o clima, segundo estudo publicado na revista Science de 23 de outubro.

Bisignani disse que o biocombustível é somente uma parte da estratégia da IATA para conseguir um crescimento neutro em emissões de dióxido de carbono.

Bisignani pediu à comunidade internacional que trate o setor da aviação como uma entidade separada nas negociações antes da Cúpula de Copenhague sobre o aquecimento global, em dezembro.

Fonte: Webtranspo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Qatar opera primeiro vôo a gás natural


A Qatar Airways está reclamando seu lugar na história da aviação por operar o primeiro voo com recurso a gás natural, criando um potencial uso novo deste combustível no futuro da aviação.

O combustível aéreo, fabricado através de um processo que transforma a substância gasosa em líquido, um sistema desenvolvido pela holandesa Shell, foi usado num voo do A340-600 que partiu do aeroporto londrino de Gatwick, aterrando em Doha, capital qatari, na segunda-feira de manhã.

"A posição do Qatar como capital mundial do GTL (gás para líquido) foi reforçada com o acontecimento", afirmou Abdulla bin Hamad al-Attiyah, ministro qatari da Energia e Indústria.

Fonte: Pousada das Notícias.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Transportadoras acordam corte de emissões até 2050


A indústria da aviação compromete-se a reduzir para metade as emissões de dióxido de carbono até 2050, através de um acordo alcançado entre as transportadoras que foi apresentado ontem na cimeira, sobre as alterações climáticas nos Estados Unidos.

O diário "The Guardian" revela que o acordo poderá fazer subir o preço dos bilhetes e "educar" os fabricantes de aviões na opção de uma tecnologia ecológica.

O Conselheiro da British Airways, Willie Walsh, foi o porta-voz do anúncio desta proposta, e constará na agenda da ONU em uma reunião marcada para Dezembro.

Fonte: Diário IOL.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Avianca com copos biodegradáveis


Um ato tão simples quanto essencial , quando você estiver voando e pedir um copo de água para saciar sua sede, pode ter consequências inesperadas para o meio ambiente.

É que os copos que são normalmente utilizados são feitos de fibras de celulose tratadas ou combinações de plástico, uma vez utilizados e descartados no meio ambiente será longa e não tão "amigável" a sua decomposição.

Por esta razão, Avianca decidiu virar a página e para o bem do planeta começará a utilizar copos biodegradáveis em seus vôos: mais uma louvável iniciativa.

Estes novos copos são preparados a partir de amido de milho, uma novidade no mundo da aviação comercial, que é mais do que desejável, é também adotada por outras companhias aéreas.
Por dia, cada companhia aérea descarta toneladas desse tipo de resíduos.

Fonte: Pousada das Notícias.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sistema flex, agora em aeronaves

Depois de inovar com o lançamento do primeiro motor a álcool para avião, hoje operado com sucesso pela aeronave Ipanema, da Embraer, o Brasil está prestes a dar novo salto tecnológico nessa área.

A partir deste mês pesquisadores do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA, antigo Centro Técnico Aeroespacial) e a Magneti Marelli iniciam os testes em bancada do sistema de gerenciamento eletrônico de um motor aeronáutico flex, o primeiro do mundo a operar tanto com gasolina de aviação quanto com etanol.


O sistema flex será implantado em um motor de fabricação americana, o Lycoming 0-360 A1D, que equipa a aeronave U-42 Regente, da Força Aérea Brasileira (FAB), com potência de 180 HP.

Os testes em voo, segundo o coordenador do projeto pelo DCTA, Paulo Ewald, devem ser feitos em uma aeronave Aerobuero 180, pertencente ao Clube de Voo a Vela CTA. A previsão é que os testes sejam iniciados em 2010.


O motor flex surge como uma alternativa para as aeronaves que utilizam motor a pistão, com potência de até 360 HP, principalmente as que operam em aeroclubes e enfrentam dificuldades devido ao alto custo da gasolina.

O motor flex substituiria o atual sistema de ignição e alimentação de combustível usado pela maioria dos aviões a pistão, concebidos na década de 50.


"O sistema flex mede os parâmetros do motor de forma eletrônica e otimiza sua operação para todas as condições de voo e não apenas no ponto de potência máxima, como acontece nos motores a pistão."

Hoje o controle da mistura do combustível é bem rudimentar, feito pelo próprio piloto, que usa a sua experiência para dosar a quantidade de ar e combustível", explica Ewald.


Além de ter um custo mais barato em relação a gasolina, o álcool como combustível, segundo o pesquisador, também tem a vantagem ser mais limpo, pois não usa o chumbo tetraetila, metal pesado e altamente poluente.

"O ciclo de manutenção do motor a álcool também pode ser estendido de 20% a 80%", garante.


O ponto de desvantagem do álcool está relacionado ao consumo 25% maior do que o da gasolina de aviação, mas essa diferença ocorre mais quando o motor está na potência máxima, ou seja, na decolagem".

O Ipanema a álcool da Embraer, por exemplo, voa 5 milhas a mais que a versão a gasolina em qualquer velocidade, por ser mais potente.


A Força Aérea Brasileira (FAB) também tem interesse em aplicar a nova tecnologia em sua frota de T-25, conhecido como Universal e utilizado em treinamento primário de pilotos.

O T-25 já tem uma versão a álcool, mas que não chegou a ser homologada. O modelo só não serviu de base para o motor flex porque, na época em que o projeto foi iniciado, a Magneti Marelli ainda não tinha experiência com motor de seis cilindros.


Para o diretor comercial da Magneti Marelli, Eduardo Campos, o projeto com o DCTA é uma oportunidade para a empresa aplicar o know how que adquiriu com o desenvolvimento do sistema flex para automóveis e novamente ser uma das precursoras na tecnologia flex no Brasil e no mundo.

"Vamos dar ao usuário de aeronaves a pistão a possibilidade de escolher o melhor combustível para o seu avião". O executivo disse que a estratégia da empresa hoje limita-se ao desenvolvimento, mas que a possibilidade de exportação futura do sistema também é muito grande.

Segundo Campos, a Magneti Marelli investiu R$ 3 milhões na adequação da tecnologia do motor flex automotivo para uso aeronáutico. "Essa adequação incluiu a eliminação do carburador, com a colocação do corpo de borboleta e a adoção de bicos injetores".

Também houve a eliminação de magnetos, que foram substituídos por uma central eletrônica, além de sensores de temperatura, giro (rotação do motor) e sonda lambida, que detecta a mistura que a central eletrônica acerta para o motor.


No projeto do novo motor, a Magneti Marelli responsabiliza-se pelo desenvolvimento do sistema de gerenciamento do motor, calibração do sistema e o software, que comanda e controla todas as informações.

A parte de certificação do sistema também será coordenada pela Marelli. O CTA ficou encarregado dos ensaios, tanto de laboratórios quanto de voo, e da especificação dos requisitos aeronáuticos


Aprovado em dezembro de 2006, o projeto do motor flex também recebeu um investimento de R$ 580 mil da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), por meio do Fundo Aeronáutico.

O valor, segundo Ewald, está sendo usado na compra de equipamentos, material de reposição e para os ensaios de desenvolvimento.


Fonte: Valor Econômico - Virgínia Silveira.

domingo, 13 de setembro de 2009

Boeing anuncia para este ano o primeiro voo de modelo eco-eficiente


Apesar de proporcionar benefícios como reduzir as distâncias e impulsionar a economia, os aviões contribuem para sérios problemas ambientais, incluindo o aquecimento global.

Para amenizar o problema, grandes empresas estão investindo em aviões mais eficientes. Uma delas é a gigante Boeing, que anunciou ainda para este ano, o primeiro voo do modelo 787 Dreamliner, que emite 20% menos poluentes na atmosfera.


Outra promessa da companhia é de que o avião começará a operar até o quarto trimestre de 2010 e que, até 2013, dez unidades já estarão disponíveis aos consumidores.

Novas Tecnologias

Apesar de seguir o modelo tradicional, o 787 Dreamliner traz novidades que prometem benefícios não apenas ao meio ambiente, mas também aos passageiros e ao cofre da empresa.

Entre as inovações estão o uso de material composto, fibra de carbono, além de alumínio, titânio e aço na estrutura do avião, novos motores, sistemas de aplicativos mais eficientes, maior quantidade e qualidade de sistemas elétricos e aerodinâmica mais moderna.


Tudo isso resulta em uma redução de 20% do consumo de combustível e o equivalente em redução de emissões de gases poluentes, como o dióxido de carbono (CO2) e óxido nitroso (N2O).

O resultado dessa redução também será sentido no bolso: o custo por milha é 10% inferior que o dos aviões do mesmo porte. O jato, que terá capacidade de até 350 passageiros, também será 60% mais silencioso que os modelos semelhantes.


Eficência

Além reduzir o peso do avião de 180 para 130 toneladas, os materiais escolhidos para compor a sua estrutura irão permitir mais durabilidade e eficiência, garantem os fabricantes.

Enquanto um Boeing 767 precisa fazer uma revisão completa a cada seis anos, o Boeing 787 precisará de pausa a cada doze anos. Com isso, o avião terá seus custos com manutenção reduzidos em 30%, além de aumentar suas horas de voo e, consequentemente, o ganho com seus serviços.

Mas não será preciso esperar o modelo levantar voo para começar a lucrar. Após anunciar o primeiro voo do 787 ainda este ano, as ações da companhia subiram 8% na bolsa de valores.

Fonte: Desastres Aéreos News.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

British Airways vai utilizar biocombustíveis


O gerente de meio-ambiente da companhia British Airways, Jonathon Counsell, afirmou estar muito otimista com o fato de a frota da BA em breve poder operar com uma mistura de biodiesel e combustível de aviação.

O otimismo de Jonathon é dividido com a Pratt & Whitney, empresa de engenharia que acredita na certificação de jatos com biocombustíveis para uso comercial até 2011.


Os biocombustíveis são bons para o meio ambiente porque seus ingredientes absorvem dióxido de carbono da atmosfera enquanto crescem, o que compensa a emissão da substância quando o combustível é queimado. O álcool de cana-de-açúcar é um dos exemplos mais comum de biocombustível brasileiro.

A British Airways vai começar, no próximo ano, em parceria com a Rolls-Royce, testes em um jato estático com diferentes tipos de biocombustíveis, e as informações serão usadas no processo de certificação.

Resultados preliminares de alguns testes sugerem que alguns biocombustíveis são mais limpos que os combustíveis convencionais e permitem às máquinas trabalharem com mais eficiência.

Os mais promissores são esperados da extração das algas, mas os óleos extraídos do pinhão, um arbusto tropical, e da carmelina, parente do repolho, são os mais comuns.


O uso dos biocombustíveis dá continuidade a medidas tomadas pela British Airways que deixam clara a preocupação da empresa com o meio ambiente, como a encomenda, no ano passado, de aeronaves mais modernas e ecológicas, produzidas no Brasil pela Embraer.

Fonte: Jornal de Turismo.

American Airlines recicla rolhas de cortiça


As salas de espera dos aeroportos para passageiros da classe executiva do "Admirals Club", pertencente à American Airlines, vão passar a reciclar rolhas fabricadas pela Corticeira Amorim.

A Sodexo, empresa responsável pela gestão dos serviços prestados nas salas dos aeroportos destinadas aos passageiros da classe executiva, da American Airlines, aderiu ao programa de reciclagem de rolhas ReCork América, da Corticeira Amorim.

Ao todo, são 24 "Admirals Club", localizados em aeroportos de cidades como Nova Iorque, Washington, Chicago, São Francisco, Miami, ou Atlanta, entre outras, vão passar a recolher todas as rolhas de cortiça utilizadas, para reciclagem.

As rolhas recolhidas serão encaminhadas pelo ReCORK America para unidades responsáveis pela sua transformação e incorporadas posteriormente na produção de solas de sapatos, revestimentos e/ou isolamentos de cortiça.

Fonte: Opção Turismo.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Aproximação em marcha lenta (Idle)


A SAS (Scandinvian Airlines Noruega) desenvolveu um novo método de pouso que poderá resultar num corte radical de emissão de poluentes e consequentemente economia de combustível.

A técnica envolve o pouso “planando” através de uma rota mapeada por satélite e poderá economizar até 100kg de combustível em um bimotor durante a descida.


Isto equivale a aproximadamente 300kg de dióxido de carbono a menos na atmosfera quando o combustível é queimado, disse a companhia.

“Nós ganhamos dos dois lados,” disse Thomas Midteide, porta-voz da SAS Noruega, uma das empresas administradas pelo grupo SAS. “De uma lado nós economizamos combustível e do outro reduzimos emissões de CO2.”

A novo método de pouso consiste nos motores sendo deixados em Idle (marcha lenta) durante todo o percurso de aproximação, deixando a aeronave planando e seguindo uma rota mapeada por satélite para cada tipo de avião.

Somente na curta final os pilotos “pegariam” os controles novamente. No método tradicional os pilotos (ou FMC) manualmente controla o avião durante a descida em estágios (steps) por uma grande distância, o que acaba causando um grande consumo de combustível.

A nova técnica foi testada somente em simuladores por enquanto, mas será testada em um Boeing 737 na Noruega.


Se a idéia for aprovada pelas autoridades de aviação civil, poderá ser introduzida em todas as empresas do grupo SAS. O grupo acreditaque o método será melhor aproveitado em aeroportos silenciosos cercados por montanhas e vales.

O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas diz que o transporte aéreo é responsável por 2% de todas as emissões de CO2 produzidas pela humanidade e 13% de todo o CO2 produzido por empresas de transporte.

Fonte: Smart’s Blog.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Companhias aéreas reduzem tamanho das colheres para economizar


As companhias aéreas estão recorrendo a todo tipo de expediente na tentativa de economizar combustível, apelando inclusive para colheres menores e menos revistas para os passageiros, segundo a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata).

Nos Estados Unidos, a Northwest Airlines já eliminou as colheres do pacote de talheres disponível para os passageiros. Segundo o diretor de ambiente da Iata, Paul Steele, a empresa não está sozinha na iniciativa.

A Japan Airlines (JAL) chegou a colocar todos os itens que vão a bordo de um avião 747 em um ginásio de esportes para escolher quais continuariam sendo embarcados. O resultado é que a JAL decidiu reduzir o tamanho dos talheres a bordo para eliminar peso.

“Quando se pensa que estamos falando de um jumbo com 400 pessoas a bordo, onde são servidas duas a três refeições por voo, essa diferença pode representar uma economia de alguns quilos”, disse Steele. “E se pensarmos quanto isso pode economizar em combustível por ano, estamos falando de uma quantia considerável”.

Outras companhias estão apelando para saídas criativas, como a diminuição na oferta de revistas e até dos catálogos a bordo. Então, em vez de colocar revistas em todos os assentos, a ideia é embarcar apenas o número certo de revistas para os passageiros.

A próxima geração de assentos de aeronaves deverá pesar 30% a menos do que a atual. Ela usará materiais como composite, em vez de alumínio, e fibra de carbono reforçada para as TVs, o que cortará o peso do aparelho pela metade.

Ao mesmo tempo, as companhias aéreas estão avançando na procura de combustíveis alternativos, que poderiam substituir o uso de gasolina para avião em pelo menos 6% até 2020.

Empresas como Virgin Atlantique Empresas, Continental e Air New Zealand já estão testando fontes alternativas de combustíveis, incluindo algas.


Fonte: Revista Época.

sábado, 29 de agosto de 2009

Para economizar, vale tudo !!!


A medida foi anunciada por um jornal japonês, o Yomiuri diário, onde foi relatado que a Japan Airlines vai "fazer de tudo para economizar energia."

Isto inclui um procedimento "simples" como está mudando as garrafas a bordo, contudo a ação será equivalente a uma economia de 20 litros de combustível por vôo.


A comparação é a seguinte: cada garrafa de vidro pesa aproximadamente 145 gramas, enquanto os de plástico, 22 gramas. Se você somar o peso total das garrafas, totalizando cerca de 300, em cada viagem levaria cerca de 37 quilos a menos.

E menos que cerca de 52 kg vez menos emissões de dióxido de carbono liberado no ar em cada vôo.

Esta mudança foi lançado recentemente com um vôo entre Tóquio e Londres. A partir daqui, a companhia planeja a substituição do Japão.


Com esta iniciativa, JAL planeja reduzir o consumo de combustível em cerca de 620 kl por ano.

Esta medida vem a reduzir o peso no avião, no caso dos empregados, eles também fizeram uma redução no peso da sua bagagem pessoal, pelo menos 2,5 kg cada.


Fonte: Pousada das Notícias.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

UE publica lista com 4.000 transportadoras que devem reduzir emissões de CO2


A União Europeia publicou uma lista de cerca de 4.000 companhias aéreas que deverão reduzir o seu impacto no meio-ambiente a partir de 2012, caso contrário poderão ser banidas dos aeroportos europeus.

As empresas listadas que integram companhias comerciais como a Lufthansa, Alitalia, Qantas, KLM, Emirates, US Airways ou United Airlines, construtores como a Airbus e a Dassault, operadores de de jatos ou unidades de força aérea, deverão aderir o Plano da União Europeia para as Emissões de Gases até 2012 ou serão penalizados quando voarem para o continente europeu, diz a imprensa internacional que cita o jornal oficial da UE.

A partir de Janeiro de 2010 as companhias aéreas deverão monitorar as emissões de CO2 em linha com o estabelecido na União Europeia. A política ambiental foi estabelecida em Janeiro apesar da oposição da maioria dos países pertencentes à International Civil Aviation Organisation e companhias membros da IATA, estando prevista para breve uma nova lei que ditará que a partir de 1 de Janeiro de 2012 todas as companhias aéreas, europeias e não-europeias que operem nos céus do Velho Continente deverão limitar as suas emissões de dióxido de carbono.

Fonte: PressTur.

sábado, 22 de agosto de 2009

Aviões contribuem para o aquecimento global



Voar diminui distâncias, aproxima as pessoas, impulsiona os negócios. Mas pouco se ouve falar sobre as consequências deste tipo de transporte para o meio ambiente. Em uma viagem de ida e volta entre Rio de Janeiro e São Paulo, um avião com capacidade para 150 passageiros emite 34,5 toneladas de gás carbônico.

“Dentro do setor de transportes, a aviação é o setor que mais cresce, o que faz prever que com o passar do tempo cada vez mais a aviação será um ponto focal nessa preocupação com questão de emissão em geral", afirma o engenheiro Roberto Schaeffer.

Nos últimos dez anos, a frota brasileira cresceu 18,5%. Segundo o consultor Allemander Pereira Filho, do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas, as companhias investiram em melhorias para reduzir a quantidade de combustível necessário nas viagens.

“A nossa frota, no Brasil em particular, é uma das mais novas do mundo. Com o menor consumo de combustível, se reduz também o custo e o preço das passagens. Por outro lado, afeta menos o meio ambiente”, diz Allemander Pereira Filho.

Segundo os especialistas, um país de dimensões continentais como o Brasil precisa de opções de transportes pouco poluentes. Alternativas como o trem-bala levam tempo e muitos investimentos. Enquanto isso, uma ideia é substituir as reuniões de negócios com a presença de profissionais de vários lugares por telefonemas ou teleconferências.

Os passageiros também podem ajudar a diminuir a poluição, evitando deslocamentos desnecessários de avião. Algumas medidas antes e durante o voo fazem diferença para a qualidade do ar.

Veja algumas medidas

Diminuir a bagagem ao mínimo necessário. Cada quilo nas malas provoca a emissão de um quilo de gás carbônico, em uma viagem de cerca de dez horas;

Dar preferência a voos diretos ou com o mínimo de escalas porque o pouso e a decolagem são os processos que mais consomem combustíveis e, portanto, mais emitem gases de efeito estufa;

Usar o banheiro só quando necessário, pois cada descarga consome um litro de combustível, liberando quase 5 quilos de poluentes na atmosfera.

Fonte: O Globo.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Novos jatos da Embraer aumentam compatibilidade ambiental na Lufthansa


Foi atestado, pela quarta vez consecutiva, o sucesso da gestão ambiental da Lufthansa CityLine, uma empresa do Grupo Lufthansa.

Em julho de 2009, a empresa aérea recebeu mais uma vez o certificado da EMAS, sistema de gestão ambiental da Comissão Européia. Além disso, a empresa foi recertificada com a norma ambiental internacional ISO 14001.

A CityLine foi a primeira empresa aérea a receber ambos os certificados e atualmente é uma das duas que atendem aos dois padrões ambientais.


“Para a Lufthansa CityLine, a proteção ambiental continua exercendo papel de destaque. Estamos orgulhosos por mantermos nosso engajamento em prol do meio ambiente apesar dos tempos difíceis”, afirma Christian Tillmans, diretor-executivo da Lufthansa CityLine.

Klaus Froese, também diretor-executivo da empresa aérea, acrescenta: “Como maior empresa aérea regional da Europa, a Lufthansa CityLine está comprometida com os mais altos padrões de qualidade. A prevenção de danos ambientais está entre as metas mais importantes da nossa empresa.”


A organização ambiental da Lufthansa CityLine está enraizada na empresa desde 1999. O sistema de gestão ambiental estabelecido pela empresa, cuja máxima é melhorar sempre, abrange todas as áreas da mesma, desde a manutenção e administração até as operações de voo.


Além da constante ampliação da frota com aviões novos, modernos e, portanto, mais compatíveis com o meio ambiente, a redução de emissões sonoras e poluentes são metas ambientais primárias.

Os novos jatos da Embraer aumentam ainda mais a compatibilidade ambiental. A partir de meados do segundo semestre de 2009, a Lufthansa CityLine receberá vinte jatos regionais modelo Embraer E190/195, maiores e ainda menos poluentes, ao mesmo tempo em que tirará de circulação 35 aviões menores e mais velhos.


Mais detalhes sobre as atividades ambientais da empresa aérea serão publicados no relatório ambiental, cuja nova edição já está disponível na página da empresa www.lufthansacityline.com.


Fonte: Revista Asas.

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